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PCP questiona sobre falta de condições nos serviços de finanças algarvios

O deputado do PCP, Paulo Sá questionou o Governo sobre a falta de condições de funcionamento dos serviços de  finanças de Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Monchique, São Brás de Alportel e Vila do Bispo.

Falta de funcionários, falta de condições de atendimento dos cidadãos que respeitem a privacidade e a garantia do sigilo fiscal, salas de espera desadequadas e falta de vários equipamentos foram detetados num relatório produzido pela Direção Distrital de Faro do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.

O relatório esteve na base de um conjunto de questões lançadas pelo PCP ao Ministério das Finanças  no sentido de saber se o Governo está a par dos problemas apontados e se existe alguma previsão de solução das mesmas.

O requerimento, enviado hoje pelo PCP aos meios de comunicação social, aponta que no serviço de finanças de Alcoutim estão colocados quatro funcionários, um dos quais em situação de baixa médica por tempo indeterminado.

“Paredes e arquivo degradados devido à humidade, problemas de segurança com o quadro elétrico, ar condicionado funciona mal; falta de fotocopiadoras, computadores obsoletos”, são lacunas detetadas naquele serviço do sotavento algarvio.

Em Aljezur, no outro extremo da região, o rácio de funcionários é de um para 1471 cidadãos residentes e o atendimento é feito num “espaço exíguo, com pouca luz natural, zona de espera de muito pequena com número insuficiente de lugares sentados, problemas com as canalizações das casas de banho” e faltam computadores.

Mais ao centro da região, o relatório aponta que em São Brás de Alportel as instalações do serviço de finanças têm más condições de segurança, nomeadamente a falta de saída de emergência, o chão e as paredes estão degradadas, problemas elétricos, falta de luz natural, o arquivo está noutro edifício e obriga a deslocações e falta de equipamento de material de escritório.

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