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Movimento Algarve Livre de Petróleo quer demissão do Ministro do Ambiente

O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) manifestou-se hoje frente à Câmara Municipal de Loulé contra a autorização do Governo para a prospeção e exploração de petróleo ao largo de Aljezur e exigiu a demissão do Ministro do Ambiente.

“Achamos inacreditável que o Ministro do Ambiente seja favorável ao avanço para prospeção de petróleo neste caso ao largo de Aljezur”, disse ao Diário Online/Região Sul, o porta-voz do MALP, João Eduardo, tendo por base declarações do ministro ao semanário Expresso.

A iniciativa decorreu frente à Câmara de Loulé na tentativa de obter uma reação sobre a autorização do Governo por parte do presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo (PS), que também é presidente da comissão permanente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Para o MALP a decisão do Governo é incompreensível porque a consulta pública teve mais de 40 mil objeções, quatro participações positivas numa questão que conta com posição unânime contra a prospeção e exploração de hidrocarbonetos na região por parte das forças políticas e cívicas da região como é o caso da Associação de Municípios do Algarve e a Região de Turismo do Algarve.

O protesto contou com a participação de pouco mais de uma dezena de pessoas.

O MALP apela agora à participação no protesto promovido pela Associação de Surf e Atividades Marítimas do Algarve (ASMAA) marcado para 23 de fevereiro frente à Assembleia da República, dia em que a questão da prospeção e exploração do petróleo vai ser discutida.

O movimento está ainda a preparar um protesto para 18 de março, frente à Escola de Hotelaria, em Faro, onde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai participar no primeiro congresso da associação empresarial Algfuturo.

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