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Algarve: Cada turista gera receita estimada de 1400 euros

O Algarve é avaliado de forma positiva por 98% dos turistas que visitam o destino, graças à praia, ao clima, à gastronomia e às pessoas, e cada um dos visitantes gera uma receita estimada de 1400 euros, segundo um estudo divulgado na quinta-feira, no qual participaram mais de 4000 pessoas.

Estas são algumas das conclusões do estudo «O perfil do turista que visita o Algarve», que visa perceber a essência do turismo na região e foi apresentado ontem, na sede da Região de Turismo do Algarve (RTA), em Faro.

A avaliação positiva do destino Algarve é transversal aos vários perfis de turista, sejam eles tradicionais ou residenciais, alojados em qualquer uma das diferentes zonas da região e viajando dentro ou fora da época alta.

“Esta satisfação, combinada com um custo considerado acessível (69%), justifica a afinidade dos visitantes com a região”, refere a Região de Turismo do Algarve, em comunicado.

Em termos percentuais, 95% dos turistas tradicionais que estiveram no Algarve no último ano têm a intenção de recomendar o destino aos seus amigos e familiares, valor que sobe para 96% entre os turistas residenciais - dentro deste último grupo, 80% têm intenção de voltar a passar férias na região num futuro próximo, enquanto entre os turistas tradicionais 66% querem regressar assim que puderem.

“Um regresso quase certo e níveis de satisfação elevados sugerem que mais de três quartos dos turistas são fiéis ao destino”, salienta a RTA.

O estudo foi encomendado pela Região de Turismo do Algarve e realizado pela Universidade do Algarve, sob a coordenação científica e técnica dos professores Antónia Correia e Paulo Águas, com o objetivo de conhecer e compreender as características, preferências e comportamentos dos turistas que visitaram o Algarve em 2016.

A amostra total abrangeu 4205 inquéritos, realizados em dois períodos: o primeiro, no período de julho a agosto, representativo da época alta do turismo na região, e o segundo no período de setembro a outubro. Foram inquiridos dois tipos diferentes de visitantes: o turista tradicional (aquele que utiliza as formas de alojamento tradicionais) e o turista residencial (todos os que se alojam em casa própria, casa de familiares e amigos e os que recorrem a arrendamentos privados).

A excelência do destino justifica também a afinidade demonstrada pelos turistas com a região e as emoções positivas que o Algarve despoleta. «Visitar o Algarve diz muito sobre quem sou», «Sinto-me muito apegado ao Algarve» e «Eu sinto que o Algarve é parte de mim» são, por ordem de importância, as três expressões que melhor espelham esta afinidade.

Mais profunda entre os turistas residenciais, a afinidade é igualmente significativa entre os turistas tradicionais. Por períodos, são os turistas que viajam em julho/agosto que maior afinidade revelam com o destino.

De acordo com os dados revelados pelo estudo, os turistas residenciais permanecem, em média, 12,6 dias no Algarve, sendo que a grande maioria já conhecia a região (87%), local que visitam pelo menos uma vez por ano (49%), partilhando as suas férias nas redes sociais (48%). Para além da casa própria, utilizam também o arrendamento privado (47%) que é reservado maioritariamente online (61%), no Booking.com (23%) ou no AirBnb (28%), sugerindo que cada vez mais o alojamento local ganha consistência e quota de mercado.

Os turistas tradicionais, por seu turno, alojam-se maioritariamente em hotéis (53%) ou «resorts» (34%) por 8,9 dias. Uma procura maioritariamente estrangeira (79%) justifica a deslocação por via área (68%). Também estes turistas são habituais na região (74%), ainda que com uma cadência de visita menor (39% fazem-no uma vez por ano e 33% ocasionalmente).

O turismo tradicional é sobretudo proveniente de Portugal (21%), Reino Unido (25%) e Alemanha (11%), enquanto o turismo residencial alberga nacionais (42%), britânicos (19%) e franceses (8%).

Em termos económicos, cada visitante faz um gasto médio de 136 euros por dia, gerando uma receita estimada de 1400 euros por turista. No caso dos turistas residenciais, férias, reforma e investimento são os três principais fatores a justificar a decisão de fixar a base de férias no sul do país, contribuindo de forma decisiva para o impacte económico do turismo na região, que registou um fluxo de dormidas superior a 18,1 milhões em 2016 (face a 16,6 milhões em 2015).

Em relação à dispersão territorial, Albufeira (42%), Loulé (12%) e Portimão (12%) são os municípios preferidos pelos turistas tradicionais, assumindo-se como os grandes polos turísticos da região.

O turista residencial, por sua vez, espalha-se por uma franja maior do sul do país, uma vez que para além dos três concelhos citados, que concentram 50% destes turistas, Faro (7%), Lagos (8%), Silves (7%) e Tavira (7%) são igualmente bastante procurados.

Mais do que apenas caracterizar de forma generalista os turistas, a partir dos tradicionais critérios sociodemográficos e logística de viagem, o estudo agora encomendado pela Região de Turismo do Algarve, com mais de 170 páginas, procede a uma extensa segmentação de mercado assente em critérios motivacionais, psicográficos, e de satisfação e lealdade para com o destino.

“O resultado final é um retrato fiel e expressivo dos diferentes segmentos turísticos, permitindo traçar as implicações estratégicas para o futuro da competitividade da região enquanto principal destino turístico do país”, conclui a RTA.

O estudo pode ser consultado no sítio http://issuu.com/turismo_algarve/docs/perfil_do_turista_2016_relatorio_fi.

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