Albufeira: Projeto de integração social aloja comunidade cigana da Orada

A comunidade cigana que vivia em barracas na Orada, em Albufeira, há mais de duas décadas foi hoje realojada através do projeto “Aldeia de Sanacai” criado pela Santa Casa da Misericórdia de Albufeira e pela Câmara Municipal.

A inauguração contou com a presença da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, que elogiou a iniciativa inédita a nível nacional e que espera que possa ser replicada noutros pontos do país.

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Ao Região Sul/Diário Online, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, explicou que o projeto envolveu a instalação de várias casas prefabricadas na zona do Escarpão e contou com um investimento na ordem dos 150 mil euros.

A provedora da Santa Casa da Misericórdia, Patrícia Seromenho, contou que o projeto acolhe a partir de hoje 33 pessoas que “viviam em barracas sem qualquer tipo de saneamento básico” há mais de 20 anos.

Os contratos assinados hoje por estas famílias têm um prazo de 36 meses, um período em que as famílias vão contar com melhores condições de habitabilidade e vão ter acesso a vários tipos de apoio, nomeadamente formação e requalificação profissional, ações de alfabetização para os adultos e apoio escolar para os mais jovens.

Para cada agregado familiar foi desenhado um projeto de integração que visa à aquisição de ferramentas que permitam que cada família se torne autossuficiente e se integre na sociedade.

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“Rotulamo-lo como uma incubadora de competências”, observou a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, Patrícia Seromenho.

O Instituto do Emprego e da Formação Profissional está a colaborar com o projeto através de ações de formação profissional e de requalificação que facilitem a integração dos membros adultos no mercado de trabalho.

“O nosso olhar não passa apenas pelo assistencialismo, passa por um trabalho de intervenção no terreno para a integração”, referiu a provedora da Santa Casa.

Carlos Silva e Sousa explicou que a comunidade recebeu bem este projeto que disse ser uma forma de passar os princípios escritos na Constituição Portuguesa para o terreno, como é o caso do princípio da igualdade.

“São cidadãos portugueses, temos de lhes dar uma oportunidade e vamos lutar para que o projeto tenha sucesso”, concluiu.

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