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F1 Motonáutica: Vento adia primeiras aceleradelas em Portimão

O vento forte que se tem feito sentir um pouco por todo o Algarve, em especial em Portimão, obrigou a organização do Grande Prémio Portugal / Algarve em Motonáutica a cancelar os treinos livres agendados para esta tarde e manhã de amanhã. Nicolo di San Germano, presidente da F1 Motonáutica, é peremptório em afirmar que "A segurança dos pilotos é a nossa prioridade".

O estuário do Rio Arade encrespado

Tendo em conta que os barcos atingem uma velocidade superior a 220 quilómetros por hora sob a água, estas condições climatéricas são adversas e perigosas para a prática desta disciplina, pelo que assim o programa previsto vai ser comprimido para a tarde de sábado e domingo, sendo que as sessões de treinos, livres e de qualificação, deverão realizar-se após as 16h00 horas de amanhã, sábado, mantendo-se no entanto a hora da realização do Grande Prémio para as 13h30 de domingo.

No paddock montado no passeio ribeirinho de Portimão, durante a manhã de hoje teve lugar uma visita guiada em que a autarca Isilda Gomes revelou que trazer a Portimão o circo da F1 H2O custa no total 490 mil euros, dos quais 340 mil são garantidos pelo Turismo de Portugal e os restantes pela Autarquia, mediante um contrato-programa com a Associação Turismo de Portimão.

Para Isilda Gomes "Os 150 mil euros que investimos são uma quantia plenamente justificável perante o impacto que a prova tem no município, no Algarve e no país", pelo que para a economia do concelho e da região algarvia, incluindo imagem internacional, o "retorno é muito superior ao investimento», garante a presidente da câmara.

Segundo Isilda Gomes, para 2018 o Turismo de Portugal já disse que não apoiará a prova de Portimão com um montante tão elevado, pelo que por isso, a autarca portimonense anunciou que "vamos terminar esta prova e começar logo a trabalhar na próxima, para encontrar sponsorização para manter a corrida aqui, sendo certo que a Câmara não irá além dos 150 mil euros".

Com este cenário, terão que ser os empresários, nomeadamente os da hotelaria e restauração, que são os que retiram maiores dividendos da presença da F1 em Portimão, que terão que assumir a sua quota parte no patrocínio para que a Magia da Velocidade continue em Portimão.

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