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84% dos algarvios já têm médico de família atribuído

Cerca de 84% da população do Algarve já tem médico de família atribuído, uma taxa de cobertura que evoluiu de “forma consistente e positiva” desde os 58,9% registados em 2013, revelou a Administração Regional de Saúde (ARS).

Em comunicado, o organismo indicou algumas das medidas estratégicas que, em articulação com o Ministério da Saúde, está a desenvolver nos últimos meses, “apostando no apoio cada vez mais próximo dos cidadãos para reforçar a confiança nos serviços públicos de saúde no Algarve”.

O reforço da capacidade de resposta dos cuidados de saúde de proximidade com a modernização e renovação de instalações e equipamentos passa pelo alargamento da cobertura assistencial dos cuidados de saúde primários em toda a região, com a criação de novas Unidades de Saúde Familiar (USF), Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e unidades móveis e pela implementação de novos rastreios oncológicos.

Segundo a ARS, o ciclo de requalificação e desenvolvimento da estrutura dos cuidados de saúde primários na região iniciado em 2017 contempla um investimento total no valor de cerca de 3 milhões de euros, dos quais aproximadamente 50% estão já atualmente em curso e/ou concretizados.

Atualmente, prosseguiu o organismo liderado por Paulo Morgado, cerca de 84% da população do Algarve já tem médico de família atribuído.

“A taxa de cobertura da população do Algarve por médico de família, nos anos mais recentes, tem evoluído de forma consistente e positiva: evoluímos de 58,9% em 2013 para 83,9% em 2017 de algarvios com médico de família atribuído”, frisou a ARS/Algarve.

Entre as várias medidas implementadas no primeiro semestre de 2017, a ARS destacou a reabertura dos polos de saúde de Bordeira (Faro) e Azinhal (Castro Marim); a criação de novas Unidades de Saúde Familiar, em Faro e Loulé; a abertura da segunda Unidade de Cuidados na Comunidade no ACES Barlavento; a reabertura do polo de Saúde de Vaqueiros (Alcoutim); as obras de conservação, beneficiação, requalificação e adaptação funcional nos centros de saúde de Lagos e de Vila Real de Santo António; o Programa Regional de Rastreio do Cancro da Mama - com uma nova unidade móvel de rastreio do cancro da mama equipada com tomossíntese e diagnóstico assistido por computador (CAD), única a nível nacional e europeu -; o lançamento do projeto-piloto do rastreio do cancro do colon e reto na região; o protocolo de cooperação com as autarquias de Loulé e São Brás de Alportel para a promoção de rastreios de acuidade visual na infância; o projeto-piloto de realização de espirometrias nos centros de saúde para diagnóstico precoce das Doenças Pulmonares Obstrutivas Crónicas (DPOC); o projeto Algarve Coração Seguro, que promove a realização de ações de formação em Suporte Básico de Vida (SBV) e Desfibrilhação Automática Externa (DAE) destinadas a operadores turísticos, hoteleiros, espaços comerciais e públicos; a renovação do parque de hardware em toda a região; o lançamento da experiência do Projeto-Piloto Tele Saúde; a implementação da Receita sem Papel; a renovação de equipamentos médicos nas diversas unidades de cuidados saúde primários; a implementação do novo sistema de monitorização de temperatura e humidade; a candidatura aprovada para a aquisição e implementação de um moderno e inovador Sistema de Gestão Documental; e a aquisição de software de análises clínicas para o Laboratório Regional de Saúde Pública do Algarve Dra. Laura Ayres.

Em 2017, vai ser reforçada a aposta nos cuidados de saúde de proximidade com a participação da ARS/Algarve em protocolos com as autarquias para a disponibilização de unidades móveis de consultas ao domicílio.

Segundo a ARS, está em curso a aquisição de dez unidades móveis através de um projeto financiado pelo Portugal 2020, em colaboração com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, a AMAL e vários municípios.

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