Secretário de Estado das Florestas cumpriu visita de trabalho a São Brás de Alportel

O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, esteve hoje, sexta-feira, 11, em São Brás de Alportel, no âmbito de uma visita de trabalho ao Algarve sobre a temática da defesa da floresta contra incêndios.

“O sistema precisa evoluir”, referiu o secretário de Estado, convicto de que neste momento é preciso “partir do trabalho técnico, ao nível do planeamento que já está feito”, por exemplo ao nível dos Planos Municipais de Defesa da Floresta, e “ganhar escala de intervenção, coordenar melhor e trabalhar mais em conjunto na área da prevenção”.

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O governante explicou que tem estado, nas últimas semanas, a fazer um périplo por várias áreas que têm vindo nos últimos anos a ser afetadas pelos incêndios florestais e têm vivido a problemática da recuperação do território e a prevenção de forma intensa.

As declarações foram proferidas no salão nobre da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, após uma reunião que contou com as presenças dos presidentes das câmaras municipais de São Brás de Alportel e de Tavira, Vítor Guerreiro e Jorge Botelho, respetivamente, do presidente do Instituto de Conservação da Natureza, Rogério Rodrigues, e de representantes de produtores, forças de segurança e agentes da proteção civil.

O autarca são-brasense agradeceu a inclusão do município nesta primeira visita do secretário de Estado ao Algarve, por ser “uma oportunidade importante para a partilha de experiências e modos de ação e para uma urgente reflexão conjunta em prol da defesa da floresta, que deve ser uma prioridade nacional”.

A reunião contemplou um conjunto de apresentações, por parte de alguns intervenientes, nomeadamente a apresentação do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de São Brás de Alportel e o Plano de Ação de Prevenção Anual, com as 15 medidas de prevenção em curso, a cargo do comandante operacional municipal, Vítor Martins.

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A apresentação das atividades desenvolvidas pela Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão e a apresentação das atividades desenvolvidas pela SuperPinos na zona de intervenção florestal do concelho de Tavira também estiveram na agenda.

Os vários intervenientes aproveitaram a presença de Miguel Freitas para mencionar algumas dificuldades na execução dos seus projetos, nomeadamente ao nível da adequabilidade das candidaturas a apoios comunitários para trabalhos de prevenção e valorização do território, os prazos nem sempre adaptados ao tempo da floresta, as questões burocráticas, a sobreposição de planos e a necessidade de medidas concretas para valorizar a floresta e a sua rentabilidade para os proprietários, lembrando ainda a urgente reflexão acerca do ordenamento do território que neste momento é tão restritivo que ao invés de proteger a floresta do fogo, protege-a da ocupação humana.

A necessidade de criar medidas que incentivem a aposta em produtos que permitem rendimentos a curto e médio prazo, como é o caso do medronho, e que podem complementar a rentabilidade das propriedades florestais da serra algarvia, foi uma das preocupações apresentadas ao secretário de Estado.

“Quando algo falha, falhamos todos. A responsabilidade não é de quem apaga o fogo, a responsabilidade é de todos nós”, afirmou, em conclusão, Miguel Freitas, que anunciou a apresentação, em 9 de setembro, de várias propostas na área da defesa da floresta contra incêndios.


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