Greve encerrou refeitório no hospital de Portimão e rouparia no hospital de Lagos

Os trabalhadores do SUCH - Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que trabalham no Centro Hospitalar do Algarve (CHAlg) estiveram ontem, terça-feira, em greve, causando o encerramento do refeitório no Hospital de Portimão e da rouparia no hospital de Lagos, revelou o sindicato afeto aos trabalhadores.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve, o refeitório do Hospital de Portimão encerrou, o que, como consequência, afetou o mesmo serviço no Hospital de Lagos, onde também o serviço de rouparia esteve encerrado.

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No Hospital de Faro, estiveram presentes os delegados sindicais dos três hospitais junto dos trabalhadores, que à tarde entregaram uma resolução ao conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve em que se explica as razões da luta destes trabalhadores, a qual também foi enviada ao SUCH e aos gabinetes dos Ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Segundo o sindicato, a greve serviu para denunciar “a falta de trabalhadores nas secções” e exigir “a correta atribuição das categorias profissionais e respetivos salários, pelo pagamento do abono para falhas, por mais e melhor fardamento, incluindo sapatos, pela defesa dos direitos e pelo fim do assédio moral”.

Os trabalhadores contestam também o facto de o SUCH estar a recorrer a empresas de trabalho temporário para colocar os trabalhadores em falta, #quando estes são necessários para responder a necessidades permanentes”.

“Há mais de um ano” que os trabalhadores exigem a resolução dos problemas existentes nos serviços de alimentação e rouparia do Centro Hospitalar do Algarve, “mas os problemas não são resolvidos e continuam a agravar-se”, frisou o Sindicato da Hotelaria do Algarve, em comunicado.

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Os trabalhadores exigem ao governo “medidas urgentes” para se repor os trabalhadores em falta nos serviços de alimentação do Centro Hospitalar do Algarve, “não permitindo o recurso a vínculos precários para preencher postos de trabalho permanentes”.

Além disso, acrescenta-se, “é urgente que o governo tome também as medidas necessárias para que o SUCH, que é tutelado pelo Ministro da Saúde, respeite os direitos dos trabalhadores, nomeadamente o acordo de empresa em vigor que foi publicado em 2016”.

O Sindicato da Hotelaria do Algarve promete continuar a acompanhar a situação destes trabalhadores, reafirmando toda a disponibilidade para “adotar as formas de luta necessárias” até que as suas pretensões sejam atendidas.

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