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Jorge Botelho promete mandato “em execução permanente”

Um mandato “em execução permanente” é como o socialista Jorge Botelho antecipa os próximos quatro anos, que fecharão um ciclo de 12 como presidente da Câmara Municipal de Tavira, concluindo o trabalho que afirme Tavira como “o centro do sotavento algarvio”.

O autarca do PS, o executivo - que integra quatro vereadores socialistas e dois do PSD - e a assembleia municipal tomaram posse para o quadriénio 2017/2021 na terça-feira, em cerimónia realizada no Cine-Teatro António Pinheiro.

“O objetivo destes quatro anos é que as coisas corram, ao longo dos quatro anos, com muitas obras, mas fazendo e pagando, com contas em dia. E com uma marca distintiva, a requalificação e a criação de emprego”, resumiu Jorge Botelho, em declarações ao Região Sul/DiáriOnline Algarve.

“Os resultados destas últimas eleições permitem-nos com clareza afirmar que os tavirenses pretendem a continuidade do trabalho que tem vindo, com sucesso e reconhecimento, a ser concretizado em Tavira nos últimos oito anos e que esse trabalho deve ser feito com todos e para todos”, assinalou o presidente da Câmara de Tavira, no seu discurso.

Para Jorge Botelho, “Tavira está melhor, está reconhecidamente melhor”, fruto da reabilitação, do turismo “de qualidade”, virado para a preservação do património cultural, e da dinâmica empresarial.

Nessa linha, o autarca socialista quer concretizar os seus compromissos eleitorais nos próximos quatro anos “para que Tavira seja ainda melhor”, aproveitando a possibilidade de a descentralização administrativa de competências e de fundos financeiros para a administração local ser “reforçada substancialmente” pelo governo.

“Trata-se de um processo de trabalho intermunicipal, que devemos olhar como desafio e forma de trabalho articulado para a concretização de muitos projetos na nossa região. Estou confiante e tenho a certeza que saberemos estar à altura do desafio que nos é e será colocado”, frisou.

Até 2021, a continuidade do trabalho que foi expressa pelos tavirenses vai “traduzir-se num mandato em execução permanente, fazendo um concelho de Tavira cada vez melhor”.

A reabilitação do Cine-Teatro António Pinheiro, que deverá arrancar no início de 2018 com um período de duração de dois anos, prevendo-se a abertura em 2020, é uma das principais obras previstas.

A reabilitação do espaço cedido à Armação do Artista, a criação de um novo auditório e espaços para artistas e jovens criativos, a requalificação do jardim do Coreto, da Alagoa e da rua Marcelino Franco, todos no centro histórico da cidade, serão igualmente realidade.

Jorge Botelho promete também um plano de mobilidade na cidade e uma nova ponte sobre o Gilão, que permita “o desenvolvimento harmonioso das duas margens do rio em temos de dinâmica comercial e habitacional”.

Os projetos de náutica de recreio em Tavira, Cabanas e Santa Luzia, a concretização de uma estrutura portuária para os barcos de pesca em Tavira e a requalificação dos cais de embarque de acesso às ilhas são outras das promessas, tal como um “significativo investimento” na rede viária, a requalificação de equipamentos desportivos e municipais em todo o concelho e o apoio às famílias e aos alunos.

Na área cultural, a dieta mediterrânica, por seu lado, continuará a merecer grande atenção, mantendo-se o compromisso de “ter uma programação e plano de atividades” para a sua salvaguarda, tal como o destaque a Álvaro de Campos e a comemoração dos 500 anos como cidade em 2020.

“Tavira continuará a assumir-se como um concelho e uma cidade imperdível de visitar, onde é seguro viver e bom para investir e criar empregos. Tavira afirma-se como o centro do sotavento do Algarve”, sublinhou o presidente da autarquia tavirense.

O executivo conta ainda com os vereadores socialistas Ana Paula Martins, José Manuel Guerreiro, João Pedro Rodrigues e Cristina Martins e os vereadores sociais-democratas Elsa Cordeiro e Rui Domingos.

Por seu lado, José Baía (PS) foi reeleito presidente da assembleia municipal, com 21 votos a favor. O órgão conta com 19 representantes do PS, cinco do PSD, um do BE, um da CDU e um do movimento «Nós, Cidadãos!».

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