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CUVI diz que Algarve bateu “recorde bastante negro” no número de acidentes em 2017

A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) considerou que os 10.752 acidentes de viação registados no Algarve em 2017, com 30 vítimas mortais e 192 feridos graves, constituem “mais um recorde bastante negro”.

De acordo com os dados fornecidos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), são mais 511 acidentes do que em 2016 (com 10.241 acidentes, 32 mortos e 162 feridos graves), e mais 1.262 do que em 2015 (com 9.490 acidentes, 37 mortos e 167 feridos graves). “Embora o número de vítimas mortais tenha diminuído nos últimos dois anos, os feridos graves e acidentes aumentaram. É preciso ter em conta que os dados incluem apenas os óbitos que tiveram lugar no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde, o que significa que as vítimas mortais podem aumentar”, assinalou a CUVI.

O Algarve figura em 4.º lugar a nível nacional quanto ao número de acidentes rodoviários, apenas ultrapassado por Lisboa (26.698), Porto (23.606) e Braga (10.980). Quanto a feridos graves, a região algarvia aparece em 2.º lugar, logo a seguir a Lisboa (311) e, relativamente às vítimas mortais, o distrito de Faro aparece na 6.ª posição, a par de Braga e de Coimbra.

“São acontecimentos muito preocupantes e trágicos que ocorrem nas estradas algarvias, em particular na EN125, uma «rua urbana» transformada num verdadeiro «cemitério», numa autêntica «estrada da morte», após a introdução das portagens na Via do Infante no final de 2011”, destacou a CUVI, em comunicado.

A Comissão de Utentes da Via do Infante reprovou “com veemência” os recentes aumentos verificados em alguns troços da Via do Infante, por “contribuírem para o agravamento da sinistralidade rodoviária, pois muitos condutores vão enveredar pela congestionada EN125”, e aumentarem as dificuldades para utentes e empresas.

A CUVI frisa ainda que o PS prometeu reduzir o preço das portagens na A22 em 50%, mas o que aconteceu foi uma redução de apenas 15% e dois aumentos, nos inícios de 2017 e 2018. “As portagens nesta via continuam a ser das mais caras a nível nacional. Mais uma vez o PS voltou a enganar o Algarve. Os deputados e governantes do anterior governo PSD/CDS e do atual governo PS são os verdadeiros responsáveis pela continuação do sangrento «estado de guerra não declarado» que se continua a viver no Algarve”, sustenta a CUVI.

A Comissão de Utentes da Via do Infante vai prosseguir a luta com diversas iniciativas para acabar com as portagens no Algarve, incluindo uma marcha lenta de viaturas pela EN125, no próximo dia 20 de janeiro, entre Portimão e Lagos, com partida pelas 16:00 horas do Parque de Feiras de Portimão (junto ao Pavilhão Arena).

A CUVI promete ainda reunir com diversas entidades políticas, económicas e sociais da região, e vai pedir audiências ao primeiro-ministro e ao Presidente da República para reunir com uma delegação alargada de elementos da CUVI, empresários, autarcas e outras entidades da região.

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