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A batalha que vivemos dentro

Bem vindo sejas novo ano. 2018, mais 365 dias de oportunidades de fazer melhor, de concretizar o que até aqui não foi feito.

Assim somos nós a enterrar o ano velho e a fazer resoluções para o novo acabado de entrar. E o entusiasmo e motivação dos primeiros dias e mês movem-nos para começar uma nova dieta, exercício físico, agenda, objetivos profissionais, pessoais, que ano após ano se repetem, sempre na tentativa de “este vai ser o ano”.

E na verdade há novas rotinas que efetivamente se implementam e instalam na vida, há objetivos cumpridos e outros que vão ficando pelo caminho, pela falta de tempo, dinheiro, e outras tantas desculpas que vão justificando o não cumprimento.

E a questão pertinente é “Para quê?”, os objectivos que te movem acarretam uma expectativa de resultado, que uma vez atingido vai proporcionar uma saciação. E a partir daí qual o conflito latente? Qual a intermitência que dificulta o percurso, quais as crenças limitantes?

E acima de tudo, como está o teu diálogo interno? Como te relacionas contigo? Com exigência, autoridade, desprezo ou com benevolência e amor?

O maior inimigo não se encontra fora, mas dentro, aquele que te coloca obstáculos, dúvidas, medos e critica e por vezes te paralisa ou te faz andar demasiado acelerado.

Tantas vezes ficamos presos nas narrativas exteriores do que nos acontece, que assumimos o papel da vítima ou culpado e nos desresponsabilizamos pela nossa vida. Somos os criadores da nossa história e cada pensamento, emoção, palavra e acção produz um resultado/ consequência.

Há que identificar que vive em nós a dualidade e há que reconciliar-se com ela para que possa fazer o amor e alcançar a serenidade e paz.

Às vezes coloca-se cargas de quando atingir determinado objetivo vou passar a ser, a estar e constrói-se a ilusão de que só quando… é que poderei ser. E até lá alimenta-se a frustração por algo criado pela imaginação. E tantas batalhas travadas, em que o único ferido é o protagonista da história.

A importância de delinear um objetivo é traçar uma direcção, permitir-se encetar a viagem de descoberta, de ir soltando o que precisa de se deixar ir, aprender com o caminho e conheceres-te a ti mesmo, construindo uma relação de paz.

* Comunicação & Coach

 

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