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“Aumento de portagens na Via do Infante é falta de palavra” – PSD/Algarve

O PSD/Algarve considera que o aumento de portagens na Via do Infante (A22) corresponde a “falta de palavra” do governo e dos partidos de esquerda que o apoiam, depois de terem prometido a sua redução ou abolição antes das últimas eleições Legislativas.

Em comunicado, a estrutura partidária recordou que, nas Legislativas realizadas em 2015, os partidos que apoiam o governo assumiram a questão das portagens na Via do Infante “como um pilar essencial da sua intervenção política”: o PS prometendo a redução a título imediato de 50 por cento do valor das portagens e PCP e BE a sua abolição.

“Hoje, sabemos que o todo é menor que cada uma das partes. Nada disto sucedeu. Não só não sucedeu, como sucede exatamente o oposto”, sustentou a estrutura liderada por David Santos.

Segundo o governo, a subida, que já tinha existido em 2017, resulta dos contratos em vigor, os quais obrigam a que se atualize de acordo com a inflação. “Todavia”, salientou o PSD/Algarve, “o aumento que se regista é superior ao da inflação, ou seja, as portagens ficam mais caras do que sucede nas outras ex-SCUT.”

Na Via do Infante, o preço crescerá 1,7% enquanto no resto do país em média 1,4%. “O Algarve está a ser lesado. As nossas portagens não só ficam mais caras, como mais caras em comparação com as demais”, sublinhou o PSD, que apresentou propostas de melhoria na Assembleia da República que foram chumbadas.

“Estes factos não são isolados. As condições da A22 estão a degradar-se em alguns troços e não há notícia de o governo exigir ao concessionário a realização de obras de reparação, pelo que algarvios estão a pagar e não têm direito ao serviço que está previsto no contrato”, acrescentam os sociais-democratas.

Por outro lado, o governo comprometeu-se com a requalificação da 125 entre Olhão e Vila Real de Santo António e “ainda nada fez, mesmo com a agudização intolerável das condições da via”, assegura o PSD/Algarve.

“O governo e quem o apoia tem que cumprir o que prometeu e, no mínimo dos mínimos, pelo menos não tratar o Algarve pior que outras regiões do país, o que tem vindo a suceder em quase todas as áreas de intervenção pública”, conclui a estrutura partidária.

 

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