Taxa de ocupação dos hotéis algarvios em 2017 está ao nível do virar do milénio

O ano turístico de 2017 registou uma taxa de ocupação média das unidades hoteleiras e empreendimentos turísticos do Algarve de 65,5%, o melhor valor desde 2000, e o volume de negócios aumentou 9,7% face a 2016, destacou a AHETA.

Segundo a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, o registo de 65,5% representa uma subida de 2 por cento face ao ano anterior e é o valor mais alto desde 2000 (68,3%), mantendo-se uma progressão iniciada em 2010, quando baixou até aos 51,5%.

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O alojamento local foi um dos fatores destacados pela AHETA, tendo alcançado um número de inscrições “exponencial” - cerca de 118 mil camas - e continuando a crescer “a um ritmo verdadeiramente notável de mais de 2 mil camas em cada mês”.

O Algarve recebeu, em 2017, nos meios classificados oficialmente, 4,2 milhões de turistas, dos quais 1,1 milhões foram nacionais, gerando um total aproximado de 20 milhões de dormidas.

Por outro lado, considerando todos os meios de alojamento, classificados ou não, mais de 7,1 milhões de turistas, a que correspondem cerca de 35,7 milhões de dormidas, “fazem do Algarve a maior e mais importante região turística nacional”, sustentou a AHETA, em comunicado.

O Algarve foi, ainda, o principal contribuinte líquido para a rubrica «Viagens e Turismo» do país, cujo montante ascendeu a mais de 15 mil milhões de euros.

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De acordo com a AHETA, os bons resultados alcançados devem-se, especialmente, ao aumento da procura do mercado alemão (+17,8%) e irlandês (6,1%) e, sobretudo, ao crescimento de todos os mercados externos com pouca expressão individual no volume total de dormidas, “mas suficiente para compensar a grande descida” do principal fornecedor de turistas, o Reino Unido (-8,6%).

O aumento dos pequenos mercados (Polónia, Suécia, Bélgica, Suíça, Itália, Dinamarca, Canadá, etc.), aliado à subida ligeira da procura interna (+1,2%), permitiu que, pela primeira vez na história do turismo do Algarve, houvesse resultados positivos, apesar da quebra verificada no mercado britânico.

Com exceção dos hotéis de 5 estrelas (- 5,6%) e a zona de Loulé/Vilamoura/Quarteira/Vale do Lobo/Quinta do Lago (- 5,5%), todas as áreas geográficas do Algarve e todos os tipos de estabelecimentos melhoraram as ocupações médias durante o ano.

O volume de vendas cresceu a um ritmo superior às ocupações, o que indicia uma recuperação dos preços praticados, muito afetados no passado pela grande crise económica mundial de 2008.

O RevPar (rendimento por quarto disponível) melhorou 12%, para 53 euros, tendo as receitas brutas resultantes da faturação ascendido a mais de mil milhões de euros, dos quais cerca de 760 milhões dizem respeito a alojamento.

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Os campos de golfe viram o número de voltas aumentar 5,3% para um total de 1,3 milhões, uma subida na linha do que se verificou nos hotéis e empreendimentos turísticos.

A AHETA sustenta que a falta generalizada de mão de obra continuou a influenciar, igualmente, de forma muito negativa o setor hoteleiro e turístico da região, “constituindo um dos principais estrangulamentos da atividade turística na atualidade”.

As expetativas para 2018 “são de consolidação dos resultados”, resumiu a associação liderada por Elidérico Viegas, que não espera aumentos nas taxas de ocupação, embora o volume de negócios possa crescer ligeiramente, “induzido, sobretudo, pelo aumento dos preços verificado nos anos transatos”.

A AHETA apela, a concluir, às entidades responsáveis “alguma contenção” na divulgação dos sucessos turísticos, na medida em que os resultados estatísticos globais “não se refletem de igual modo nas empresas”.

“Os números divulgados são provisórios e têm pouca sustentação técnica, sendo objeto de revisão e correção posterior em baixa, incluindo os oriundos de departamentos oficiais com responsabilidades nestas áreas”, assinala a associação.

A situação, acrescenta a AHETA, “vem gerando enorme confusão e descontentamento nos agentes económicos que não se reveem nos números anunciados, assim como junto de outras entidades públicas e privadas e população em geral”.



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