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PSD/Faro critica governo por deixar concelho entregue “à sua má sorte” após o temporal

O PSD/Faro acusou o governo de ter revelado “total desinteresse e até um desrespeito” para com os algarvios e, em particular, os farenses na sequência do temporal que assolou a região, deixando o concelho entregue “à sua má sorte”.

“O governo não soube ou não quis interpretar as palavras do mais alto magistrado da Nação nem os apelos da Câmara Municipal e da sociedade civil farense”, refere a estrutura social-democrata, liderada por Ofélia Ramos, em comunicado.

As intempéries que assolaram a região deixaram prejuízos de 7 milhões de euros no concelho e, de acordo com o PSD, “justificavam-se medidas de exceção, como bem defendeu o Sr. Presidente da República” quando veio ao concelho.

O PSD farense sustenta que a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, chegou a Faro “já fora de tempo”, limitando-se a apresentar programas que só entram em vigor no verão e que não dispõem de dotação orçamental definida, “não sendo portanto minimamente adequados a situações de emergência como a que se verificou”.

“Onze dias depois do desastre (onze-dias-onze!), surgiu o ministro do Ambiente, bem disposto e folgazão, como é seu timbre”, prossegue o PSD/Faro, criticando o valor apontado pelo governante para apoiar a reposição de passadiços em toda a região (250 mil euros), que apelidou de “trocos”.

“Ora, só em Faro, único município capaz de apresentar um caderno de encargos da destruição causada pelas tempestades Ema, Félix e Gisele, estão contabilizados mais de 7 milhões de euros, meio milhão dos quais para recuperação urgente de passadiços, equipamentos e acessos à Praia de Faro”, sustenta a estrutura social-democrata.

O PSD/Faro entende que o envelope financeiro apresentado é “ridículo e insultuoso” e que “põe de parte a hipótese de se efetuarem as intervenções estruturais necessárias à estabilização da duna e do areal, que tão afetados ficaram com a agitação marítima”.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, disse na quarta-feira, após reunião com os autarcas algarvios na AMAL, que esperava pelo levantamento total dos prejuízos até à próxima terça-feira, mas incitou as câmaras a efetuarem intervenções o mais rápido possível, as quais seriam depois financiadas pelo Fundo Ambiental, garantiu.

“Entre palmadinhas nas costas, o governo preferiu lavar as mãos como Pilatos, atirando para cima dos farenses a responsabilidade de reparar danos para os quais não concorreram. Perante tão desoladora resposta, o PSD de Faro não pode deixar de exprimir publicamente a sua revolta pelo que considera um total desinteresse e até um desrespeito do Governo para com os algarvios e para com os farenses muito em particular, neste lamentável dossiê”, frisam os sociais-democratas.

Para o PSD farense, os cortes no investimento público deste governo “acarretam vários dramas para os algarvios” nas vias de comunicação, na saúde, na protecção civil, na justiça, na cultura e outras. “O que não se esperava era que o sentido de solidariedade e o decoro do governo estivessem também em níveis tão baixos”, conclui.



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