Jornal diariOnline Região Sul

Graça quer PS Algarve com “voz própria”

Os socialistas algarvios realizaram o seu 17º Congresso Regional no passado sábado, dia 24 de março, em Parchal, no Centro de Congressos do Arade.

À margem do congresso, Luís Graça, recém-eleito líder da Federação do PS Algarve, concedeu uma entrevista exclusiva ao diariOnline Região Sul, na qual a estrutura regional dos socialistas surge com “voz própria”, reivindicativa e empenhada em liderar o debate algarvio.

Congresso Regional PS Algarve

Para o PS Algarve, o próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), até 2030, marca a estratégia para a região algarvia. Desde logo se coloca a questão: “Que Algarve Queremos em 2030?”.

“Eu quero que o Partido Socialista saia da sua zona de conforto. O PS vai sair à rua nas próximas semanas. Somos o maior partido autárquico na região do Algarve, pelo que temos de ser nós a liderar a discussão “Que Algarve queremos em 2030”, afirma Luís Graça.

O PS Algarve promete mobilizar empresários, sindicatos, trabalhadores, algarvios de uma forma geral, no sentido de delinear as metas dentro do próximo QCA, ou seja, até 2030. Nas próximas semanas, a estrutura liderada por Luís Graça, quer promover um amplo debate sobre o tema.

O 17º Congresso Regional do PS Algarve definiu algumas linhas orientadoras. Desde logo, os socialistas algarvios assumem-se contra a exploração de hidrocarbonetos nas águas da região.

Em entrevista ao diariOnline Região Sul, Luís Graça afirma,

“O nosso modelo económico não é esse. O PS Algarve opõe-se a qualquer tentativa do género. É um processo em contraciclo”.

Luís Graça - Presidente PS Algarve

PS Algarve defende novas Unidades de Saúde

Na saúde, o líder do PS Algarve lança um desafio. Os socialistas algarvios querem que o Governo defina um calendário para a construção do novo Hospital Central do Algarve.

“Não podemos ficar eternamente sem Hospital Central ou apenas a ouvir promessas. Temos de saber, em concreto, quando é que a obra vai começar e quando estará concluída!”.

PS quer Novas Unidades de Saúde

O PS Algarve, pela voz do seu líder, não se limita a esperar e desafia o Governo liderado por António Costa a avançar, de imediato, com um conjunto de estruturas na área da saúde.

Luís Graça defende a criação de dois “pequenos” parques de saúde, a Barlavento e a Sotavento, ao nível dos cuidados de saúde primários, com capacidade de internamento e meios de diagnóstico.

“A saúde é o nosso maior problema social. As Câmaras Municipais estão disponíveis para parcerias. São duas novas unidades que aliviam a pressão sobre os hospitais de Portimão e Faro, prolongando as suas vidas úteis, até termos um novo Hospital Central”.

Menos portagens na Via do Infante

Luís Graça - Presidente do PS Algarve

A mobilidade é outro dos desafios, e prioridades, apontados pelo PS Algarve. Luís Graça desafia os autarcas a um “entendimento”, não esquecendo as obrigações do Governo.

“Os autarcas têm de se colocar de acordo numa estratégia de intermobilidade. Não podemos continuar a ter um comboio que chega e um autocarro que já partiu! Esta é uma competência dos municípios”.

O presidente do PS Algarve deixa igualmente um desafio ao Governo em matéria de mobilidade, no sentido de que “cumpra com a palavra dada” e reduza as portagens na Via do Infante, até ao final da legislatura, em 30% e 50% para as empresas.

“A 125 não é, nem nunca será, uma alternativa!

A Via do Infante é fundamental do ponto de vista da economia e tem de estar acessível, às famílias e às empresas. O Governo, também nesta matéria, tem de cumprir com a palavra dada”.

Mobilizar a região no sentido do melhor aproveitamento dos fundos comunitários até 2030 é também um desafio que o PS Algarve lança aos restantes partidos.

Luís Graça dá como exemplo a eletrificação da linha ferroviária, num valor que deverá chegar aos 51 milhões de euros.

Graça aponta o dedo ao presidente da Câmara Municipal de Faro e à intenção de alterar a atual localização da Estação de Comboios da capital algarvia.

“O PSD tem de ser muito claro. É a favor da eletrificação, agora que há dinheiro, ou quer ser contra? O PS quer que esta obra se faça”, conclui Luís Graça.

Algarve com capacidade de pensar e de decidir

“Eu e o Partido Socialista somos a favor da criação da Região Administrativa do Algarve. Esse é o nosso combate. Está no nosso ADN”.

Congresso Regional PS Algarve

Para o presidente do PS Algarve é importante aproveitar a oportunidade que surge com a intenção de “democratizar” as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Luís Graça quer que a democratização da CCDR Algarve seja um “Código Postal”, ou seja, “meio caminho andado”.

“Vamos preparar um quadro de competências muito próprio sobre aquilo que queremos para a CCDR. O Algarve tem de ter a capacidade de pensar e de decidir. A democratização da CCDR não pode ser apenas para Inglês ver”.

No que respeita às próximas eleições legislativas, Luís Graça espera que o partido consiga na região um resultado que supere a média nacional.

“Temos de ter mais 2 ou 3 por cento que o PS a nível nacional. O PS Algarve tem de ficar acima da média nacional, com a maioria dos deputados”, remata Luís Graça.



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