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ANPC alerta para um agravamento das condições meteorológicas nas próximas 48 horas

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), de acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o qual prevê para as próximas 48 horas um agravamento das condições meteorológicas, emitiu um comunicado alertando a população para os factos seguintes:

Agravamento da agitação marítima, ondulação de noroeste de 4 a 5 metros na costa ocidental até às 12h00 de sábado. A Norte do Cabo Raso, prevê-se uma ondulação de 5 a 7 metros de altura, podendo atingir os 10 metros de altura máxima, com início às 15 horas de sexta-feira até às 06h00 de sábado.

Períodos de chuva, por vezes forte, nas regiões Norte e Centro (com acumulados entre 20 -30 mm /12 horas) na sexta-feira (30Mar), existindo a possibilidade de ocorrência de trovoada e queda de granizo.

Vento do quadrante oeste, moderado a forte (até 50 km/h), com rajadas no litoral (até 70 km/h) e nas terras altas (até 90 km/h).

Queda de neve acima dos 600/800 metros de altitude subindo gradualmente a cota para os 1200 metros nos distritos de Viana do Castelo, Bragança, Vila Real, Guarda, Braga, Castelo Branco e Viseu até às 06h00 de sábado (31Mar).

Face à situação acima descrita, a ANPC alerta que poderão ocorrer os seguintes efeitos:

Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, gelo e neve;

Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

Danos em estruturas montadas ou suspensas;

Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;

Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;

Possíveis acidentes na orla costeira;

Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;

Proceder à colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;

Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.



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