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Governo quer reduzir desperdício alimentar para metade até 2030

O governo quer reduzir o desperdício alimentar para metade até 2030, de acordo com a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (ENCDA) aprovada esta semana em conselho de ministros.

Atualmente, o desperdício alimentar ronda o milhão de toneladas por ano, segundo as estimativas mais recentes citadas em comunicado pelo executivo, cuja estratégia prevê a implementação de um plano de ação com 14 medidas.

Uma dessas medidas é a criação de pontos de venda específicos para produtos em fim de prazo de validade dentro das grandes superfícies, que sejam facilmente identificáveis pelos consumidores e onde sejam garantidas todas as condições de segurança alimentar. O governo quer este sistema regulado até ao próximo mês de julho.

Até outubro, deverá surgir um projeto-piloto da plataforma de doação de alimentos, que pretende ser um ponto de encontro entre a oferta e a procura, facilitando o contacto entre doadores e beneficiários, “para que o circuito de alimentos se possa estabelecer com eficácia, retirando do desperdício toneladas de alimentos, que deverão ser identificados por categorias”.

“Este é um combate que se impõe a toda a sociedade e a cada um de nós”, explicou o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que considera também importante que “a responsabilidade social que o combate ao desperdício alimentar representa seja também reconhecida e percecionada”.

Por isso, outra das medidas é a criação de um selo distintivo para as empresas ou operadores que levem a cabo iniciativas pioneiras no combate ao desperdício alimentar.

O índice de desperdício alimentar vai igualmente integrar as estatísticas oficiais do país, a par dos índices de produção e consumo.

Dentro de dois anos, deverá estar recolhida a informação necessária à criação de uma área com indicadores dedicados ao desperdício alimentar no portal do Instituto Nacional de Estatística.



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