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Obras de emergência de um milhão de euros avançam em estradas algarvias até ao verão

Troço entre Cacela e Praia Verde, na EN125

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou hoje que vai avançar, até ao início do verão, com obras de emergência na EN125, na EN124 e na EN396, no valor total de 1 milhão de euros, mitigando, para já, os problemas nos «pontos» mais degradados de cada troço.

A intervenção global foi anunciada diretamente pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, aos autarcas algarvios, em reunião realizada na manhã de segunda-feira na sede da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), em Faro.

“O estado de degradação reclama uma obrigação de desencadear obras de emergência”, declarou o governante aos jornalistas sobre as obras previstas para maio, lembrando que os temporais dos últimos meses deixaram as estradas em pior estado.

As obras de emergência implicam a fresagem e repavimentação, o alteamento das bermas e execução da marcação horizontal da via.

Para as intervenções de beneficiação do pavimento e marcação horizontal na EN125, EN124 e EN396, serão publicados amanhã dois concursos públicos urgentes.

Na EN125, as obras vão decorrer numa extensão de 38,157 km, entre Olhão e o limite do concelho de Vila Real de Santo António; na EN124, numa extensão de 9,9 km, entre Porto de Lagos e as proximidades de Silves, e na EN396, em Loulé, junto ao nó com a A22.

“A opção por este procedimento com caracter de urgência permitirá que as obras possam ter inicio já na segunda quinzena de maio. Com um prazo de execução de 45 dias, estarão concluídas antes do período do verão”, salienta a Infraestruturas de Portugal, em comunicado.

A IP irá também promover a reabilitação e reforço estrutural da ponte sobre o rio Almargem, em Tavira, com o reforço estrutural, a reabilitação e repavimentação do tabuleiro e acessos, a reparação dos passeios, do sistema de drenagem e das juntas de dilatação, a colocação de guardas de segurança e a pintura integral da ponte.

Os trabalhos de reabilitação e reforço têm um prazo de execução de 180 dias e vão ser realizados em duas fases, assegurando a normalidade da circulação rodoviária.

A obra da ponte do Almargem deverá custar 500 mil, enquanto a restante parcela será dividida entre as obras da EN125 (300 mil euros), da EN124 (150 mil euros) e da EN396 (50 mil euros), de acordo com os autarcas dos concelhos envolvidos.

“A concretização destas intervenções de reparação irá permitir a reposição das condições de segurança e circulação nestas vias, mitigando as atuais carências existentes ao nível da mobilidade”, concluiu a IP.

António Laranjo, presidente da IP, Guilherme d'Oliveira Martins e Jorge Botelho

Na reunião com os autarcas, Guilherme d’Oliveira Martins estimou para 2019 o arranque da intervenção estrutural no troço da EN125 entre Olhão e Vila Real de Santo António, ao abrigo da alteração do contrato de subconcessão, que aguarda o visto do Tribunal de Contas (TC).

“Com a decisão do TC, estaremos em condições de avançar para obras estruturais, no valor de 18 milhões de euros”, disse o secretário de Estado das Infraestruturas, assumindo que se trata de uma “renegociação muito complexa” que envolveu, até agora, “muitos pedidos de esclarecimento” do TC.

Autarcas do sotavento falam em “intervenção ligeira”

O presidente da AMAL e da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, disse que a degradação de alguns troços, especialmente após o último inverno, “não se compadecia com a questão da morosidade” da decisão do TC.

“Felizmente, a tutela veio cá com datas concretas para as situações de emergência. Se estou contente? Estou, mas ficarei mais contente em 2019, quando houver obras mais estruturais”, admitiu o autarca algarvio.

O presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, afirmou-se “convencido” de que uma intervenção “muito ligeira” na zona sotavento da EN125, como esta que vai avançar, “já podia ter sido feita há muito tempo”.

“Esperemos que não derrapem para depois de 1 de julho”, alertou a presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita.

“Dá para tapar uns buracos e pintar a estrada. Para nós, o que é importante é a intervenção estrutural e de requalificação digna prevista para 2019”, frisaram os autarcas de Castro Marim e de VRSA, que vão reunir ainda hoje com o Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125 – Sotavento.



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