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Mosaico romano do Deus Oceano, em Faro, classificado como Tesouro Nacional

O conselho de ministros aprovou hoje a classificação de interesse nacional, designado Tesouro Nacional, para o mosaico romano do Deus Oceano, pertencente ao acervo do Museu Municipal de Faro.

A classificação é o resultado de uma proposta da Câmara Municipal de Faro e de uma deliberação favorável da secção de Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial do Conselho Nacional de Cultura (SMUCRI -CNC), de 8 de fevereiro de 2017, e de proposta da Direção-Geral do Património Cultural ao ministro da Cultura para a referida classificação.

O mosaico romano do Deus Oceano foi inicialmente descoberto nas ruas Infante D. Henrique e Ventura Coelho, em 1926, e redescoberto, escavado e levantado em 1976. A escavação arqueológica foi feita pelas conservadoras do Museu Nacional de Arqueologia, Maria Luisa Affonso dos Santos e Maria Maia. O levantamento do mosaico foi feito pelos técnicos do Museu Monográfico de Conimbriga, sob direção de Adília Alarcão.

Desde 1981 que o mosaico, pela mão de José António Pinheiro e Rosa, é uma das peças emblemáticas do então Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique, que tinha acabado de mudar de instalações para o Convento Nossa Senhora da Assunção (onde hoje se mantém), dedicando-lhe uma sala, em que ainda hoje permanece com nova museografia.

Vários são os projectos de investigação, de valorização e educação que ao longo das últimas décadas lhe foram sendo dedicados, como os trabalhos de Janine Lancha, Adília Alarcão, Cristina Oliveira e Catarina Viegas.

Em comunicado, o PS/Faro e os vereadores socialistas eleitos na autarquia felicitaram o governo pela decisão, assim como todos os investigadores externos e técnicos/equipas do museu municipal que, ao longo das últimas três décadas, “contribuíram para esta classificação”.



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