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Paulo Sá questiona governo sobre carência de meios humanos e materiais de GNR, PSP e SEF no Algarve

(imagem de arquivo)

O deputado Paulo Sá (PCP), eleito pelo círculo de Faro, questionou o Ministério da Administração Interna sobre a carência de meios humanos e materiais, que “condicionam a atuação” da PSP, da GNR e do SEF no Algarve.

Recentemente, o parlamentar comunista, integrado numa delegação do partido, reuniu-se com o Comando Distrital de Faro da PSP, o Comando Territorial de Faro da GNR e com a direção regional do Algarve do SEF para se inteirar dos constrangimentos que afetam estas forças de segurança.

“A atividade das forças de segurança e a vida dos seus profissionais são marcados por variados problemas, com reflexos no direito das populações à segurança e tranquilidade públicas. Impõe-se que se encete um caminho para a resolução destes problemas”, assinala o deputado, no requerimento enviado ao governo.

Segundo Paulo Sá, a PSP necessita de um reforço dos seus efetivos no Algarve, melhorando a sua capacidade de intervenção, e da renovação do parque automóvel e do equipamento informático.

No caso da GNR no Algarve, o deputado comunista chamou igualmente a atenção para a necessidade de reforço dos seus efetivos, além da renovação do parque automóvel, uma vez que “várias viaturas têm mais de meio milhão de quilómetros”.

A força de segurança “necessita ainda de uma resposta aos problemas com as suas instalações”, onde avulta o problema dos postos territoriais de Lagos e de Aljezur, sublinhou Paulo Sá.

Em relação ao SEF, o parlamentar do PCP diz que são necessários, no Algarve, 120 profissionais da carreira de investigação e fiscalização e 100 da carreira administrativa, quando atualmente conta com 92 e 80, respetivamente, número considerado “manifestamente insuficiente” para as necessidades do serviço, particularmente entre abril e de setembro.

Paulo Sá fala ainda de “insuficiências” com o equipamento informático, “muito antiquado”, e com outros equipamentos, e de um parque automóvel “muito envelhecido”.

Por outro lado, as instalações do SEF em Albufeira são “exíguas e desadequadas ao fim a que se destinam”, uma vez que não dispõem, por exemplo, de casa-de-banho para os utentes. De acordo com a informação recolhida pela PCP, está a ser equacionada a mudança para novas instalações.

O PCP entende que “a prioridade do governo deve ser a resposta à necessidade de melhoria dos serviços públicos, dotando-os dos meios, humanos, materiais e financeiros adequados às suas missões”.



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