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Rui Duarte: “Assumo inteiramente o risco” pela utilização de Hugo Marques

O treinador do Farense, Rui Duarte, reconheceu que a utilização de Hugo Marques, condicionado devido a lesão, na receção ao Felgueiras 1932 (0-1), “foi um risco”, mas elogiou o “caráter” do guarda-redes.

“Foi um risco. O Hugo tem jogado todos os jogos do campeonato. A mensagem que passa à equipa é de segurança e os colegas confiam nele, já tem muita rotina e muitos minutos”, frisou o técnico dos algarvios, que ontem asseguraram a passagem às meias finais do «playoff» de subida à II Liga de futebol, apesar do empate na eliminatória com os felgueirenses (3-3).

Hugo Marques

Rui Duarte elogiou o jogador, totalista no Campeonato de Portugal até à partida de ontem, por ter dado o seu contributo, mesmo com uma dor claramente impeditiva de estar a 100%.

“Assumo inteiramente o risco, e ele também, que teve um caráter enorme em ajudar a equipa. Confiamos no Miguel e no Guilherme [os outros guarda-redes do plantel], mas a decisão foi essa”, frisou.

Hugo Marques, que contraiu a lesão em Felgueiras, no jogo da primeira mão, jogou condicionado e teve mesmo de ser substituído, aos 79 minutos, pelo guardião suplente, Miguel Carvalho.

“O problema esta lá, mas ele saiu mais por cãibras. Estava a jogar com uma ligadura funcional, que estava a prender-lhe a circulação, e isso causou uma cãibra que estava a desgastá-lo fisicamente”, explicou Rui Duarte.

Sobre o jogo e a eliminatória, o treinador reconheceu que, para esta segunda mão, os seus jogadores entraram “muito emotivos e pouco racionais”, mas que, na segunda parte, o panorama foi diferente.

“Com as alterações [ao intervalo], melhorámos bastante e tivemos as melhores oportunidades do jogo – e não foram poucas – para matar a eliminatória. No cômputo dos dois jogos, fomos justos vencedores, porque aquilo que fizemos fora – marcar três golos em Felgueiras – não é fácil, só uma grande equipa o consegue”, salientou Rui Duarte.

O técnico do Farense reconhece que trazer “um resultado tão positivo da casa do adversário” mexeu com os seus jogadores, que não conseguiram pôr em campo o futebol que têm praticado ao longo da época.

Nas meias finais, o Farense defronta o Vilafranquense, que eliminou o Vizela. O primeiro jogo é no Estádio de São Luís, em Faro, no sábado, 19, às 17:00 horas, enquanto a segunda mão joga-se no dia 27 em Vila Franca de Xira.

“As meias finais são mais um passo que teremos de encarar com alguma sabedoria. Com mais calma, ser mais racionais, acreditar mais em nós”, concluiu Rui Duarte.

Por seu lado, o treinador do Felgueiras 1932, Ricardo Sousa, referiu-se a uma vitória “amarga” da sua equipa, que veio a Faro “à caça do impossível” e acabou, na sua ótica, eliminada de forma injusta.

“Sinto-me triste por chegar ao balneário e ter os jogadores a chorar, por sentirem que foram muito superiores ao Farense. Infelizmente, o ser superior não nos permite passar às meias-finais da competição”, salientou o técnico.



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