Um português candidato às Legislativas no Luxemburgo

É filho de pai algarvio (Faro) e mãe alentejana (Montemor-o-Novo), nasceu no Luxemburgo em 1973, mas regressou a Portugal em 1984, a Faro, onde nas escolas Afonso III, Tomás Cabreira e João de Deus, fez os seus estudos na área de Humanidades. Regressando ao Luxemburgo em 1992, cursou História nas universidades do Luxemburgo e Estrasburgo (França).

Enquanto permaneceu em Portugal, iniciou-se no jornalismo nas rádios Antena Sul Algarve (ASA, em 1990/91) e Clube do Sul (RCS, 1991/92). Já no Luxemburgo continuou a fazer o gosto ao “bichinho da rádio” na Rádio Amizade, no sul do país (Esch-sur-Alzette), onde foi simultaneamente locutor, repórter, formador e membro da Direção de Antena e da Direção-geral, entre 1992 e 2006.

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Uma selfie com o Presidente da República aquando da sua primeira visita ao Luxemburgo em 2017

Em 1996, integrou como jornalista a Redacção do Contacto, jornal português fundado em 1970 e que pertence ao maior grupo mediático naquele país, o grupo “Luxemburger Wort”. Cedo foi o responsável da Redacção, mas apenas nomeado Chefe de Redacção em 2007. Enquadrou durante duas décadas as principais evoluções do jornal, de mensário em quinzenário (1997), depois em semanário (1999), e finalmente a transição para o digital (2009) e as redes sociais (2013).

Entrevistando Félix Braz em 2011, atual ministro da Justiça

Paralelamente à sua actividade profissional, foi activo no mundo associativo, tendo sido membro da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), entre 1997 e 2005. Na CCPL foi membro da Direcção (2000-2005) e dinamizador do grupo de jovens (2000-2005). Foi ainda membro da associação de acção cívica e sóciocultural “D’Ici et D’Ailleurs” (2002-2005).

Ao fundo o Tribunal de Justiça Europeu no Luxemburgo

Em 2003, a revista “Portugal” (Oliveira de Azeméis) atribuiu-lhe o ”Prémio Prestígio e Dedicação das Comunidades Portuguesas”, pelo seu trabalho em prol da comunidade portuguesa do Luxemburgo.

Em 2017, lançou-se como independente, trabalhando actualmente como jornalista free-lance e na área da comunicação como formador e consultor.

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Em 2018, aceitou o convite do partido luxemburguês “Déi Lénk” (A Esquerda) para ser candidato às eleições Legislativas de 14 de Outubro de 2018 no Luxemburgo, falamos de José Luís Correia, luso-luxemburguês, agora com 45 anos de idade.

Ao BOM DIA, jornal Luxemburguês, José Luís Correia declarou modestamente: “eu sou novato nisto da política”, mas “estou emocionado por entrar neste novo mundo. Consciente da responsabilidade, mas muito motivado porque o Déi Lénk defende uma política em que sempre acreditei e votei”.

Saliente-se ainda, como adianta o BOM DIA, que para além de José Luis Correia, integrando as listas do mesmo partido, há outra portuguesa, Beatriz Carrilho, empresária, ambos candidatos à Região Centro.

O Luxemburgo e os portugueses

O Luxemburgo é mais pequeno do que o Algarve, tem 2.586,4 km2 (Algarve: 4.997 km2), é uma monarquia constitucional, independente desde 1848.

O actual grão-duque Henri (ou Henrique, n. 1955), que subiu ao trono no ano 2000, é bisneto de duas portuguesas, ambas filhas do rei D. Miguel.

A infanta Maria Ana de Bragança (1861-1942) casou com o grão-duque Guillaume IV (Guilherme IV) do Luxemburgo em 1893. Quando o marido adoeceu (vindo depois a morrer em 1912), a portuguesa foi a regente do Luxemburgo até à maioridade da filha, entre 1908 e 1912.

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Uma das filhas de Maria Ana, que se tornaria a futura grã-duquesa Charlotte (1896-1985), casou com o primo, Félix de Bourbon Parma, filho da infanta Maria Antónia de Bragança e de Roberto I de Parma.

A centenária Ponte Adolphe, um dos ex-libris mais conhecidos da cidade do Luxemburgo

Guillaume IV era luterano, Maria Ana era católica. Quando casaram combinaram que educariam todos os filhos na religião luterana e todas as filhas na religião católica. O casal só teve filhas, pelo que o Luxemburgo, que era um país profundamente católico, respirou de alívio por a religião dominante continuar a ser o catolicismo. De certa forma graças à infanta e regente portuguesa.

No que à lusofonia diz respeito, no Luxemburgo vivem entre 100 e 120 mil portugueses, que representam cerca de 18% da população do país (600 mil no total). Apenas 52% da população é luxemburgueses, 48% são estrangeiros: 18% portugueses, 10% franceses, 10% alemães, 10% outros, entre eles muitos lusófonos, como cabo-verdianos (7.000), brasileiros (5.000), angolanos e são-tomenses (2.000), além de moçambicanos, goeses e timorenses.

O Governo do Luxemburgo tem desde 2013 um membro de origem portuguesa. O ministro da Justiça, Félix Braz (52 anos, de Os Verdes), é de origem algarvia, sendo os pais naturais de Castro Marim.



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