Jornal diariOnline Região Sul

Problemas no centro de saúde de VRSA geram questões do PCP ao governo

Centro de Saúde de Vila Real de Santo António

O grupo parlamentar do PCP questionou o Ministério da Saúde sobre os problemas no centro de saúde de Vila Real de Santo António, nomeadamente sobre recursos humanos, instalações, parque automóvel e material clínico.

No passado dia 23 de julho, uma delegação do PCP, integrando o deputado Paulo Sá, eleito pelo Algarve, visitou a estrutura, mais concretamente a Unidade de Saúde Familiar (USF) Levante, a USF Esteva e a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Santo António de Arenilha, visitando ainda os polos de Vila Real de Santo António da Unidade de Saúde Pública (USP) e da Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) do ACES Algarve III – Sotavento, que estão no mesmo edifício.

No centro de saúde vila-realense todos os utentes têm médico de família, mas um dos médicos da USF Esteva aposentar-se-á no próximo dia 1 de agosto, exigindo-se, para o PCP, “a célere adoção de medidas para garantir que todos os utentes continuam com médico de família”.

De resto, quer nas USF quer na UCC, os comunistas denunciam a falta de médicos, enfermeiros, higienista oral, psicólogos, assistente social, nutricionistas, técnicos de saúde ambiental, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

“Estas carências de profissionais de saúde podem e devem ultrapassadas com a célere abertura de concursos para a contratação de trabalhadores com vínculo público”, assinalou o PCP.

A carência de viaturas para visitas domiciliárias e outros serviços no exterior – muitas em mau estado ou mesmo inoperacionais – foi outro dos problemas que o grupo parlamentar do PCP, através de requerimento assinado por Paulo Sá e Carla Cruz, abordou nas questões ao governo.

Por outro lado, as instalações do centro de saúde de Vila Real de Santo António são exíguas e devem ser expandidas e a falta de material clínico na USF Levante obriga, algumas vezes, a transferir intervenções que ali podiam ser feitas, como pequenas cirurgias, para o Hospital de Faro.

“Esta é uma situação incompreensível, que se traduz em inconvenientes para os utentes e gastos adicionais para o Serviço Nacional de Saúde”, conclui o PCP, exigindo respostas concretas, no terreno, para todas estas questões.



Comentários

comentários