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Fogo chegou às portas da Vila de Monchique ao início da noite

Imagem JN de José Miguel Gaspar, esta noite

Pequena aldeia de Alferce esteve ameaçada, mas a "defesa perimétrica" salvaguardou a integridade física dos seus habitantes

A reportagem a que o diariOnline Região Sul teve acesso, é do Jornal de Notícias (JN), com imagens captadas por José Miguel Gaspar, mostrando a intensidade das chamas, "a progredirem na encosta sudeste da vila de Monchique, para onde várias colunas de meios terrestres de combate foram deslocadas para tentar travar as chamas, que avançam potenciadas pelas repentinas mudanças de direção do vento, pelas temperaturas elevadas e pela baixa humidade".

Há relatos de que diversas casas foram atingidas e a complicada situação operacional levou a que a Proteção Civil adiasse para as 22:00 horas a comunicação acerca do ponto de situação, a qual esteve inicialmente prevista para as 19.45 horas.

Às 01:10 horas desta segunda feira, de acordo com o site do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, estão no terreno 1023 homens apoiados por 298 viaturas e nenhum meio aéreo, uma vez que durante o período da noite não é possível o uso de meios aéreos.

Ponto da situação pelo Coronel Duarte Costa

Em conferência de imprensa realizada esta noite pelo Coronel Duarte Costa - Comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil, à qual assistimos via televisão, foi feito um ponto da situação do todo nacional, e em particular à situação complicada que se vive em Monchique, concelho onde teve de ser feita recolha de pessoas de diversos pontos para locais seguros.
Em concreto, referindo-se à povoação de Alferce, o coronel Duarte Costa disse que foi feita "uma defesa perimétrica, de modo a garantir a segurança das pessoas desta localidade que estava a ser ameaçada pelas chamas".
Relativamente à vila de Monchique, onde o fogo chegou mesmo às portas da sede do município, a segurança na forma de "defesa perimétrica" foi o processo adoptado e a população monchiquense "não corre perigo".

Recorde-se que este incêndio que lavra há mais de 48 horas no município de Monchique e que também já atingiu o município de Odemira, como explicou Vítor Vaz Pinto hoje ao início da tarde, levou a que a Proteção Civil tivesse retirado 110 pessoas (79 em dez sítios e lugares no concelho de Monchique (Taipa, Foz Carvalhoso, Ladeira de Cima, Pedra da Negra, Foz do Lavajo, Corjas, Foz do Farelo, Ribeira Grande e Portela da Viúva) e 31 em cinco sítios no concelho de Odemira (Varja do Carvalho, Moitinhas, Barreirinhas, Vale das Hastes e Craveiras), como medida de proteção.

Chamas rondam a Picota e podem tomar a direção de Caldas de Monchique - "Ninguém vai dormir esta noite em Monchique"

De acordo com diversos relatos de jornalistas no terreno, com as alterações frequentes da direção do vento, o cenário altera-se e as projeções sucedem-se de forma descontrolada, o que dificulta o trabalhos dos bombeiros e das demais forças empenhadas no teatro de operações. Esta noite de domingo, tem estado bem mais complicada do que era esperado e em face de um reforço de meios humanos ao início da noite no terreno já estão mais de 1000 operacionais. João Tiago (jornalista da SIC) descrevia esta noite, por volta das 23:30 horas, que o cenário era de elevada apreensão e medo, pelo que, "ninguém vai dormir esta noite em Monchique".

A zona mais a sul da vila de Monchique, nomeadamente na direção de Caldas de Monchique e Senhora do Verde também já começa a ficar ameaçada. Trata-se de zonas de habitação dispersa, com casas rodeadas de arvoredo, eucaliptal e também algum mato, que podem transformar-se numa verdadeira tragédia se o fogo lá entrar, já que, os acessos são relativamente estreitos, difíceis e perigosos para a movimentação dos bombeiros.

GNR aconselha pessoas a abandonarem as suas habitações

Uma das actividades prioritárias da Guarda Nacional Republicana neste teatro de operações, tem sido aconselhar as pessoas que correm perigo a abandonarem a suas casas e aceitarem ser deslocadas para locais seguros, umas para Portimão, outras para Silves, e outros locais seguros, para que a sua integridade física não seja posta em causa.



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