Jornal diariOnline Região Sul

Comandante nacional passa a coordenar o incêndio de Monchique

O ministro Eduardo Cabrita (Foto: António Cotrim)

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou no briefing técnico-operacional do Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Carnaxide, ás 12 horas, que a coordenação do incêndio de Monchique, que se iniciou na passada sexta-feira, passa a partir de agora para um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional, tendo em conta a dimensão dos meios envolvidos no combate.

No teatro de operações o incêndio continua com duas frentes: a de Casais e a da Barragem de Odelouca. Neste momento no terreno estão 1274 operacionais apoiados por 399 veículos e 17 meios aéreos, segundo indicação do site da Proteção Civil.

Às 12 horas, o ministro da Administração Interna fez um balanço sobre o combate ao incêndio de Monchique e garantiu que tem acompanhado toda a operação e elogia a "capacidade de interligação entre todos os agentes de proteção civil".

O ministro admitiu ainda a possibilidade de o incêndio, que se tem encaminhado para sul, poder chegar à Via do Infante, afirmando que as autoridades estarão atentas, caso seja necessário cortar o trânsito na A22.

No terreno, o vento tem sido o principal obstáculo dos bombeiros. Segundo a meteorologista Paula Leitão em declarações à RTP, a Serra de Monchique é uma zona particularmente imprevisível, quer na direção quer na intensidade do vento.

As chamas consomem terrenos nos concelhos de Portimão e de Silves, onde uma aldeia já terá sido evacuada e poderá seguir em direção à sede de concelho.

Cerca de 250 pessoas foram obrigadas a deixar as suas habitações. Segundo adianta a RTP, o presidente da Câmara de Monchique afirma que "menos de 10 casas de primeira habitação" foram consumidas pelas chamas.

De acordo com a ARS/Algarve, 120 pessoas retiradas de suas casas passaram a noite no Portimão Arena, com assistência médica e social asseguradas.

Mais de quatro dezenas de pessoas foram também transferidas para a Misericórdia de Vila do Bispo, de acordo com autarca monchiquense, Rui André.

Entretanto, segundo avança a RTP no seu site, "o Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Faro vai investigar os incêndios de Monchique, para determinar as suas causas e o seu eventual enquadramento legal", refere a Procuradoria-Geral da República, numa resposta escrita à agência Lusa.

Fonte oficial da PJ confirmou que a polícia "está a investigar" o incêndio, no âmbito desta investigação titulada pelo DIAP de Faro, segundo se lê no site da RTP.



Comentários

comentários