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Ministro da Cultura diz que José Louro deixa “marca indelével”

O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, lamentou “profundamente” a morte de José Louro, falecido esta sexta-feira aos 84 anos, salientando a “marca indelével” que deixou em todos os que com ele conviveram.

“Pedagogo e rosto reconhecido e admirado na vida académica e cultural do Algarve, José Louro deixa uma marca indelével em toda uma geração de alunos e artistas portugueses”, refere a nota de pesar divulgada pelo ministro.

“Incansável espectador, será eternamente lembrado como «O Semeador de Teatro»”, caraterizou o ministro, que destacou o percurso de professor do ensino secundário em várias escolas do país, nos Açores e em Faro, cidade onde acabou por se fixar.

“Fazia das suas funções de professor uma militante defesa do teatro e da literatura, despertando em muitos dos seus alunos a paixão por estas duas áreas artísticas”, acrescenta Luís Filipe de Castro Mendes.

José Luís Louro, nascido em 25 de setembro de 1933, encontrava-se aposentado desde 1998, tendo pertencido ao quadro de várias instituições de ensino, a última das quais a Escola Secundária João de Deus, em Faro.

Na sua atividade pedagógica lecionou ainda na Escola do Magistério de Faro, Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve e na Escola Superior de Enfermagem de Faro.

José Louro fundou o grupo de teatro universitário SIN-CERA (Teatro da Universidade do Algarve), a ACTA (Companhia de Teatro do Algarve), foi programador do Teatro Lethes e integrou a administração do Teatro das Figuras.

Em 2016 a Direção Regional de Cultural do Algarve distinguiu-o com o prémio «Maria Veleda», destacando a “luta percorrida de José Louro na educação pelas artes e, em particular, no desenvolvimento do Teatro no Algarve”.



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