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Movimento Algarve Livre e Petróleo “perplexo” com resposta de António Costa

Algarve Contra Prospeção de Hidrocarbonetos em Aljezur

O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) afirmou-se hoje “perplexo” com a resposta do primeiro-ministro António Costa aos grupos, movimentos e associações anti-petróleo no Algarve.

O governante respondeu, em forma de carta, aos pedidos de demissão do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes e do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, a propósito do furo de petróleo de Aljezur.

“O Movimento Algarve Livre de Petróleo manifesta-se perplexo com a insensibilidade social e ambiental do primeiro-ministro António Costa, que volta a defender a exploração de petróleo no Algarve ao largo de Aljezur e que continua a insistir no discurso falacioso que nos diz que Portugal tem que conhecer os seus recursos, como se as multinacionais do petróleo, encontrando petróleo em território português, o disponibilizassem caritativamente ao serviço da região do Algarve e do país”, assinala o movimento.

O MALP acusou ainda António Costa de tentar “iludir os mais incautos” com a frase “A descarbonização não implica petróleo zero”, considerando que conciliar o cumprimento do Acordo de Paris no combate às alterações climáticas com a “entrega do território litoral da costa Vicentina às petrolíferas para exploração de hidrocarbonetos” é uma “quadratura do círculo”.

Elogiando “o ato de grande dignidade” do ex-ministro do Ambiente francês, Nicolas Hulot, que se demitiu ao ver o seu governo “preso nas ligações altamente danosas para as políticas ambientes”, o movimento recomendou ao primeiro-ministro e ao ministro do Ambiente que “ponham o seu olhar” na conduta do governante gaulês.

O MALP apela a todos os cidadãos que vão participar na Marcha Mundial do Clima em Portugal no dia 8 de setembro, que inclui uma ação em Faro.



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