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Universidade do Algarve acolhe curso de Medicina de Catástrofe

O Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Universidade do Algarve está a ministrar, até amanhã, quinta-feira, 6, aos alunos de último ano, um curso de Medicina de Catástrofe.

Trata-se de um "novo ramo da Medicina", com características diferentes da Medicina de urgência, nomeadamente a nível ético e na forma de atuar.

“Para os alunos será muito importante terem acesso e poderem participar em projetos de investigação nesta área, não só na vertente da educação médica, mas também na vertente de saúde pública, sensibilizando e preparando a população para uma intervenção voluntária e eficaz em situações de catástrofe”, refere a opinião da médica e investigadora Ana Pinto de Oliveira.

O primeiro dia de curso, ontem, terça-feira, 4, foi dedicado a conceitos básicos de catástrofe, epidemiologia de catástrofes e impacto nos sistemas de saúde e nas populações.

O dia de hoje, quarta-feira, centrou-se no sistema de comando e triagem, terminando com um "tabletop exercise", ou seja um exercício que permite que as principais entidades se familiarizem entre si e com os respetivos papéis e responsabilidades, estimulando a discussão.

Amanhã, quinta-feira, os alunos terão aulas sobre os aspetos psicossociais e redução de risco de catástrofe, além de um exercício interativo e uma sessão sobre ajuda humanitária.

Além da médica e investigadora Ana Pinto de Oliveira, este curso conta ainda com a participação de dois investigadores convidados, um do Research Center in Emergency and Disaster Medicine, Novara, em Itália, e outro do Center for Research on Epidemiology of Disasters, Bruxelas, na Bélgica, que estão a colaborar com o Grupo de Investigação em Medicina de Catástrofe do Departamento de Ciências Biomédicas da UAlg.

Recorde-se, já em 2004, a World Association for Disaster and Emergency Medicine, sediada nos Estados Unidos, recomendou a inclusão da Medicina de Catástrofe no ensino pré-graduado, mas poucas foram as universidades que adotaram esta recomendação.

“Verifica-se ao nível do ensino da Medicina grandes lacunas neste tema, sendo muito poucas as faculdades a nível europeu que integram a Medicina de Catástrofe nos planos curriculares”, refere a UAlg, em comunicado.

Já no ano letivo 2016/2017, o MIM da UAlg passou a integrar no seu plano curricular um curso piloto de Medicina de Catástrofe. No ano passado, também adicionou ao curso a componente de ajuda humanitária.



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