João Fernandes

Presidente da RTA lamenta introdução de taxa turística no Algarve

 

O presidente da comissão executiva da Região de Turismo do Algarve (RTA) lamentou o anúncio da introdução de uma taxa turística no Algarve, tornado público hoje pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

João Fernandes discorda da sua aplicação, do «timing» e do modelo escolhidos, uma posição que diz ser também subscrita pelos presidentes da Associação dos Hotéis e Empreendimentos turísticos do Algarve (AHETA) e da Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA), as duas associações mais representativas do alojamento na região.

Pub

Os autarcas algarvios aprovaram hoje, na reunião do Conselho Intermunicipal, em Castro Marim, as bases de introdução de uma taxa turística de 1,5 euros, a aplicar durante oito meses, entre março e outubro, e apenas nos sete primeiros dias de estadia.

“Trata-se de uma decisão errada, que surge em contraciclo com a procura turística e que pode gerar perda de competitividade para o destino Algarve”, sublinhou o líder da RTA, em comunicado.

Para João Fernandes, a taxa turística “não atende à realidade da concorrência”, já que apenas as Ilhas Baleares, a Catalunha e a Tunísia aplicaram esta taxa, e o anúncio acontece numa altura em que se verifica “uma forte retoma de destinos concorrentes do Algarve”, como Grécia, Turquia, Tunísia e Egito, sendo que os três últimos “não estão sujeitos às regras da concorrência europeia e apresentam preços muito agressivos”.

O presidente da RTA sustentou que a taxa turística “não atende à diferença entre a realidade de um destino-cidade, como Lisboa e Porto, com estadias curtas de um ou dois indivíduos, por comparação com o Algarve, destino familiar e com estadias prolongadas”, considerando a aplicação de uma taxa com estas características como “mais penalizadora” para a região.

Pub

João Fernandes manifestou estranheza sobre o facto de a AMAL não ter definido, à partida, onde será aplicada a taxa.

“É estranho não se definir, à partida, onde será aplicada a taxa turística no Algarve, e que não tenha desde logo ficado assegurado por essa via um contributo para a promoção turística do destino Algarve, tentando assim atenuar uma eventual perda de competitividade”, frisou o responsável, igualmente surpreendido por não ter ficado definido o início da aplicação da taxa simultaneamente em todos os concelhos, “o que poderá vir a gerar desigualdades dentro da região e enfraquecer o destino como um todo”, acrescentou.

O presidente da RTA recordou ainda o processo relatixo ao «Brexit», a saída do Reino Unido da União Europeia, cuja negociação ainda está a ser desenvolvida pelos responsáveis europeus e britânicos.

“Já fez cair o poder de compra dos britânicos devido à desvalorização da libra face ao euro e afeta o principal mercado emissor de turistas para o Algarve”, referiu.

Por outro lado, acrescentou João Fernandes, neste momento, o Algarve enquanto destino turístico “ainda está a ajustar-se à realidade” criada pela falência de companhias aéreas como a Monarch, a Air Berlin e a Niki Airlines, que asseguravam a ligação da região aos seus principais mercados emissores externos, o Reino Unido e a Alemanha.

Pub



Pub
Mais em Sociedade
PCP assinala no Algarve centenário de José Saramago

O PCP vai promover, durante o ano de 2022, no Algarve, diversas iniciativas inseridas no âmbito das comemorações do centenário do nascimento

A DECO INFORMA; “Crédito de baixo consumo e riscos para o orçamento familiar”

O crédito ao consumo continua a ser um produto muito importante para os consumidores, para permitir efetuar uma compra ou até pagar uma

GNR apreende mais de uma tonelada de sardinhas em Portimão

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Portimão, apreendeu ontem, quinta-feira,

Autarquia volta a promover iniciativa “Faro Jovem”

Após interregno desde 2016, mostra associativa do concelho assinala este ano a sexta edição com…