Jornal diariOnline Região Sul. O seu portal de notícias Algarve e Alentejo Portugal

BE exige abolição das taxas de portagens na Via do Infante

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) apresentou um projeto de resolução em que recomenda ao governo a abolição de taxas de portagens nos troços da Via do Infante (A22).

“O que se impõe é abolir quanto antes as portagens na Via do Infante, pois a sua continuação significa persistir num erro muito negativo e trágico para o Algarve”, salientam os deputados bloquistas.

Quase sete anos depois da introdução das portagens, o BE refere que a avaliação sobre a medida “apresenta-se deveras negativa”, considerando que se tratou de “um erro muito grave e que só tem prejudicado o Algarve”.

“São os utentes, as populações e as empresas da região que viram as suas dificuldades aumentar. As assimetrias e desigualdades, em vez de diminuir, agravaram-se. O Algarve, onde o turismo detém um peso determinante, perdeu competitividade económica e social em relação à vizinha Andaluzia. A mobilidade na região regrediu mais de duas décadas. A EN125, considerada uma «rua urbana», voltou a transformar-se na via mais perigosa do país, com extensas filas de veículos e onde os acidentes de viação ocorrem com frequência, com muitas vítimas mortais e feridos graves. A chamada “estrada da morte” voltou a impor-se sobre o Algarve”, frisa o grupo parlamentar do BE.

Os bloquistas recordam que, desde 1 de janeiro e até 15 de setembro deste ano, o Algarve já contabiliza 7.794 acidentes, com 26 mortos e 147 feridos graves - mais cinco vítimas mortais e sete feridos graves do que no mesmo período do ano passado, e mais quatro vítimas mortais e 35 feridos graves do que em 2016.

O BE aborda ainda a requalificação da EN125, via que, entre Vila Real de Santo António e Olhão, “apenas mereceu, antes do verão e após os protestos e utentes e populações, uma mera requalificação de circunstância, a título provisório, tapando os buracos mais visíveis”.

Quanto à redução do preço das portagens em 15% no início desta legislatura, o BE garante que “representou muito pouco, quando o PS prometia uma redução até 50%”.

“A solução não se encontra na suspensão da cobrança de portagens durante as obras de requalificação da EN125, nem na redução ínfima das taxas de portagens. São propostas irrelevantes e pouco sérias da parte do CDS/PP e do PSD, pois enquanto estiveram no governo não se lembraram de apresentá-las e inviabilizaram todos os projetos do Bloco de Esquerda para abolir as portagens”, frisa o grupo parlamentar bloquista.



Exit mobile version