Jornal diariOnline Região Sul. O seu portal de notícias Algarve e Alentejo Portugal

Cristóvão Norte critica corte de verbas do Orçamento de Estado para a saúde no Algarve

O deputado Cristóvão Norte (PSD), eleito pelo círculo de Faro, criticou o corte de 19 milhões de euros na verba do Orçamento de Estado de 2019 prevista para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), face ao ano anterior.

“O Orçamento de Estado 2019 tem uma verba prevista para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve inferior em cerca de 19 milhões euros, menos 4, 2 % que o previsto no ano anterior”, revelou o parlamentar algarvio.

Cristóvão Norte salientou que, segundo a proposta do governo, haverá uma redução de 2,2 milhões de euros em medicamentos e um milhão em consumo de material clínico, entre outros.

O deputado interpelou a ministra da Saúde, durante uma audição no parlamento, considerando que os principais indicadores do CHUA “estão pior”.

“Mais 103 % de queixas, uma quebra significativa na produção clínica que se verifica ano após ano e um aumento dos tempos de espera para consulta. O que faz o governo? Reduz o orçamento em 19 milhões, não tem uma política decisiva de fixação de recursos humanos e o novo hospital do Algarve – segunda prioridade a nível nacional fixada por despacho – fica de fora quando são anunciados – uma vez mais – cinco novos hospitais”, disse.

Cristóvão Norte frisou ainda “o aumento do tempo de espera para consulta”, que ascende, em certos casos a mais de quatro anos, no serviço de Ortopedia no Hospital de Faro, e a mais de dois anos, nos serviços de Estomatologia no Hospital de Faro e de Urologia nos dois principais hospitais algarvios.

“De que vale receber mais 5, 10 ou 15 euros por mês se quando se necessita de uma consulta tem que ir para o privado, pagar o que não se tem, pedir emprestado ou abdicar do acesso à saúde? Infelizmente é o que cada vez mais acontece no Algarve”, questionou o deputado do PSD.

“O Algarve tem problemas crónicos na saúde, precisa de ser prioridade a nível nacional, a população aumenta, os visitantes também, mas as respostas escasseiam”, concluiu.



Exit mobile version