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Cristóvão Norte diz que “há margem” para redução de portagens na Via do Infante

O deputado Cristóvão Norte (PSD), eleito pelo Algarve, considera que “há margem” para baixar as portagens na A22 (Via do Infante), sem que a alteração represente um aumento de encargos para o Estado.

“O aumento da utilização da via pode compensar a baixa de preço”, justificou o parlamentar, em comunicado, depois de, no debate do Orçamento de Estado 2019, ter interpelado o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, sobre a matéria.

“O Estado gasta hoje mais 5000 milhões de euros do que em tempos de crise, razão pela qual se demonstra que as portagens não desceram porque o governo e quem apoia o governo entendeu não tomar essa medida, assinalando ganhos na utilização da EN 125 e na mobilidade regional”, acrescentou Cristóvão Norte.

O deputado relembrou ao ministro que em 2015 o PS comprometeu-se com uma redução de 50% “a título imediato”, enquanto o BE e PCP defenderam a abolição das portagens.

“Juntaram-se para um arranjo de governação e a questão que consideravam a mais decisiva – a mais nuclear para a região – ficou de fora nas posições conjuntas que assinaram”, sublinhou o parlamentar social-democrata.

Cristóvão Norte salientou que “a soma dos três compromissos tem estranhamente o resultado de 15%”, o valor da redução acumulada no espaço de quatro anos, igual à do governo anterior, “ainda que em circunstâncias financeiras reconhecidamente mais difíceis”.

No parlamento, o ministro Adjunto e da Economia anunciou também uma redução na ordem dos 20 a 30% nas classes 2, 3 e 4, bem como em percentagem a fixar para as viaturas de classe 1 de empresas das áreas onde se insiram, referindo-se ao interior.

Cristóvão Norte questionou o ministro sobre se o Algarve será incluído nessa medida, mas a dúvida não foi esclarecida por Siza Vieira.



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