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Paulo Sá questiona governo sobre problemas da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro

Escola Secundária Tomás Cabreira (Foto de Arquivo: ESTC)

O deputado Paulo Sá (PCP), eleito pelo Algarve, questionou o ministro da Educação sobre os problemas que afetam a Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, ao nível de recursos humanos, instalações e orçamento.

Recentemente, uma delegação do PCP, integrando o deputado algarvio, visitou o estabelecimento escolar farense para se inteirar do conjunto de problemas que a afetam.

Na Escola Secundária Tomás Cabreira, frequentada por cerca de 1.400 alunos, o número de assistentes operacionais é “manifestamente insuficiente para assegurar o seu normal funcionamento”, salienta o parlamentar comunista, até porque os 200 alunos em regime noturno não são contabilizados pelo Ministério da Educação para efeitos de cálculo do rácio de funcionários, implicando, à partida, “uma subavaliação do número de funcionários necessários”.

A existência de um psicólogo a meio tempo – “o Ministério da Educação continua a não autorizar a contratação a tempo integral, apesar dos reiterados pedidos da direção da escola”, refere Paulo Sá –; o facto de o auditório ainda estar inacabado e, “consequentemente, subaproveitado, privando a comunidade educativa de um importante recurso”, em particular para os cursos profissionais de artes do espetáculo; e os problemas do sistema de ar condicionado, são igualmente citados pelo deputado no seu requerimento.

Por fim, de acordo com a informação recolhida pela delegação do PCP, o orçamento do Escola Secundária Tomás Cabreira “é manifestamente insuficiente”, uma vez que se mantém no mesmo valor há vários anos, apesar de o número de alunos ter, entretanto, duplicado.

“A exiguidade do orçamento traduz-se na falta de material para a prática desportiva, para as aulas de música, para os laboratórios, etc., na falta de consumíveis para diferentes disciplinas e na falta de verba para visitas de estudo. Todos os anos, a Direção da Escola alerta para este problema, sem que o Ministério da Educação proceda a um reforço do orçamento”, frisou Paulo Sá.

De acordo com o deputado comunista, a Escola Secundária Tomás Cabreira “é afetada por uma política de subfinanciamento, ditada pela opção do governo de reduzir o défice orçamental nacional de forma acelerada”, que afeta igualmente outras escolas do Algarve e do resto do país, também visitadas por delegações do PCP.



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