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Unidade de Saúde Móvel reforça cuidados médicos à população do interior de Monchique

A nova Unidade de Saúde Móvel de Monchique foi entregue ontem, quinta-feira, 21, aos serviços de saúde locais pela autarquia, visando alargar e melhorar os serviços médicos à população do interior do concelho.

Levar os cuidados médicos ao domicílio de uma população mais vulnerável e frágil, promovendo um acompanhamento mais assíduo e próximo de cada caso, com um maior tempo para a avaliação da situação clínica de cada pessoa, e permitindo a integração do doente na sua realidade habitacional, familiar e social, são as mais-valias proporcionadas pelo equipamento.

“A USM de Monchique constitui um importante passo na oferta e apoios à população serrana, porquanto será o reforço de uma dinâmica que já se encontra no terreno numa boa articulação entre o município e a Unidade de Cuidados na Comunidade e também a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, ambas com centro nevrálgico no Centro de Saúde de Monchique, antigo Hospital local”, refere a autarquia liderada por Rui André, em comunicado.

O funcionamento destas unidades funcionais reforça assim a capacidade de uma resposta efetiva nos cuidados de saúde primários à população, assim como o acompanhamento e rastreios a um conjunto de patologias, feitas ao domicílio ou mais próximo das populações, muitas delas em zonas afastadas dos centros urbanos.

Esta unidade resulta de um investimento de 75 mil euros realizado pelo município de Monchique e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do CRESC Algarve 2020.

Esta candidatura foi apresentada pela ARS/Algarve em parceria com alguns municípios da região, tendo obtido uma taxa de comparticipação de 80%.

Para Rui André, presidente da Câmara de Monchique, este é mais um objetivo cumprido na prossecução da melhoria dos serviços e apoios à população, principalmente à “mais envelhecida e vulnerável, que se encontra nas zonas mais interiores do concelho e que apresentam maiores dificuldades de mobilidade”.

A nova unidade vai trabalhar ao nível preventivo e da vigilância da saúde da população, evitando assim as deslocações às urgências ou o diagnóstico tardio de algumas doenças.

“Acima de tudo, a presença e contacto destes técnicos de saúde com a população é muito importante, principalmente nesta fase pós-incêndio dada a vulnerabilidade e fragilidade psicológica em que se encontram estas pessoas”, destacou o autarca.



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