Representantes das duas freguesias acertaram detalhes da geminação

Geminação entre localidades piscatórias de Fuseta e Ílhavo vai ser oficial em maio

A geminação entre Fuseta e Ílhavo, unindo assim duas localidades piscatórias de Olhão e Aveiro com muitas afinidades há vários séculos, vai ser oficializada em 18 de maio.

A cerimónia, que se realizará em Ílhavo, vai dar expressão ao protocolo de geminação assinado entre as assembleias de freguesia da União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta e da freguesia de São Salvador.

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“Fuseta e Ílhavo, «irmãs de sangue» na sua história, irão agora «oficializar» tão singular parentesco”, refere a união de freguesias algarvia, em comunicado.

Na cerimónia prevista para 18 de maio, a União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta levará a Ílhavo antigos pescadores da pesca do bacalhau e seus familiares, que terão oportunidade de confraternizar com antigos camaradas daquela localidade e visitar o Museu Marítimo, que guarda muitas memórias desses tempos da chamada “faina maior”.

No dia 22 de junho será a vez da Fuseta receber uma delegação de Ílhavo para um segundo ato desta geminação, que terá lugar na Biblioteca Prof.ª Maria José Fraqueza.

A ligação mais significativa entre as duas localidades é a pesca do bacalhau, nos mares da Terra Nova e Gronelândia. Em quase todas as ruas e casas da Fuseta e de Ílhavo, existem memórias desses tempos e a tripulação de muitos navios bacalhoeiros era constituída, sobretudo, por pescadores das duas localidades, que ao longo dos tempos estabeleceram uma forte ligação de amizade e camaradagem, consolidada na dura tarefa da pesca à linha nos dóris e depois à noite a bordo do navio, nos trabalhos de preparação e conservação do peixe.

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Criaram-se assim laços de amizade, que mais tarde se estenderam também aos seus familiares.

O meio físico onde se situam as duas localidades também é semelhante, contíguo a zonas lagunares, com os seus esteiros e sapais: a Fuseta junto da Ria Formosa, com acesso ao mar pela barra, e Ílhavo na área da Ria de Aveiro, com acesso ao mar pelo canal, na extensão de cerca de 7 quilómetros até à barra de Aveiro.

As salinas, a produção de sal e a sua preparação para ser comercializado, também é um ponto comum entre a Fuseta e Ílhavo, sendo igualmente similar a existência e o trabalho dos mariscadores e viveiristas, que têm o seu ganha-pão nas rias.

“Estas afinidades e ligações são uma forte razão para esta geminação, que irá permitir no futuro um intercâmbio de atividades de âmbito social, cultural e desportivo, entre outras”, conclui a UF de Moncarapacho e Fuseta.



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