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Razão #34 · A Segurança Energética Europeia

José Manuel Félix Ribeiro - Investigadores do IPRI - NOVA, em colaboração com a Europe Direct Algarve

Título da colaboração: ESPECIAL Eleições Europeias | Desta vez eu voto! #60 (boas) razões de votar

As eleições europeias realizam-se em Portugal a 26 de maio de 2019. “Ter esperança num futuro melhor não chega. Todos temos que assumir as responsabilidades das nossas escolhas. Desta vez, não estamos apenas a pedir-te para votar, mas também a pedir que ajudes a persuadir os outros a votarem também. Porque quando todos votam, todos ganham. Desta vez, eu voto destavezeuvoto.eu | https://www.thistimeimvoting.eu #FutureOfEurope #EUPublicopinion #EUnaUE #EuHaveYourSay

O novo papel do Atlântico e do espaço lusófono

A União Europeia (UE), nomeadamente depois do alargamento a Leste, está proporcionalmente muito mais dependente da Rússia e da Eurásia do que do Médio Oriente/Golfo Pérsico, contando com uma província energética no seu seio, embora em declínio de produção – o mar do Norte –, e com duas regiões de proximidade – o Norte de África e a África Ocidental.

A segurança do aprovisionamento energético diz respeito a todos os Estados-Membros, ainda que alguns sejam mais vulneráveis do que outros; destacando-se as regiões menos integradas e ligadas, tais como a região do Báltico e a Europa Oriental. Simultaneamente, o Atlântico está a ser palco de importantes transformações, como as decorrentes da descoberta de novos recursos energéticos e de avanços tecnológicos que irão ter repercussões no futuro. Por esta razão, o presente trabalho centra a atenção no Atlântico, propondo-se observar, analisar e tentar compreender, tanto quanto possível, o futuro da sua importância em termos geopolíticos e geoeconómicos, salientando o papel que Portugal e os países lusófonos do Atlântico poderão vir a desempenhar do ponto de vista energético como uma possível alternativa ao aprovisionamento russo da UE, contribuindo para uma maior segurança energética da Europa.

O trabalho é composto por cinco capítulos, incluindo ainda uma vasta bibliografia comentada. O período em análise vai desde o presente até 2030. Começamos por apresentar o panorama energético atual, analisando conceitos-chave, riscos e desafios do presente na arena energética. Seguidamente, analisamos a evolução da política energética da UE, desde a criação das Comunidades Europeias até aos nossos dias, com especial enfoque para as evoluções mais recentes, nomeadamente o Triângulo Mágico, a Estratégia Europeia de Segurança Energética e o Pacote da União da Energia.

No terceiro capítulo, fazemos um diagnóstico da dependência energética da UE, chamando a atenção para o importante papel e peso da Rússia nessa dependência. A seguir fazemos um levantamento do mapa energético da bacia Atlântica, destacando a revolução do shale gas em curso nos EUA e analisando o potencial dos recursos energéticos dos países do espaço lusófono do Atlântico.

No quinto e último capítulo analisamos o papel que Portugal poderá vir a desempenhar no reforço da importância do espaço lusófono no contexto europeu. Nas considerações finais, apresentamos quatro cenários subordinados ao foco «Sistema Energético da UE em 2030».

In "Política Externa e de Segurança Comum da UE no Tratado de Lisboa - Prémio Jacques Delors 2015"

* Investigadores do IPRI - NOVA, em colaboração com a Europe Direct Algarve



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