PAN alerta para problemas ambientais no Algarve durante a campanha

O cabeça de lista do PAN – Pessoas-Animais-Natureza às eleições Europeias, Francisco Guerreiro, e o deputado André Silva visitaram o Algarve no domingo, 19, alertando para vários problemas de cariz ambiental na região.

A comitiva, que incluiu membros do PAN/Algarve, passou pelos concelhos de Portimão, Lagoa, Albufeira, Faro e Olhão.

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O partido alertou para os problemas associados à sobrepesca, ao atentado ambiental das Alagoas Brancas, às podas agressivas de árvores e para a ausência de apoios à recuperação de animais selvagens no distrito de Faro

No Mercado de Alvor, em diálogo com a população, Francisco Guerreiro alertou para a importância de se promover a agricultura tradicional, familiar e biológica, redirecionando os fundos comunitários atualmente alocados à agropecuária altamente poluente praticada no nosso país.

Outra das bandeiras passa por terminar com a sobrepesca no espaço europeu, “problema que afeta também as vilas piscatórias algarvias, já que os stocks piscícolas estão altamente afetados e em risco”, transmitiu o candidato.

Em Lagoa, a comitiva do PAN visitou a zona húmida das Alagoas Brancas, uma das poucas zonas húmidas que restam neste município, com o objetivo de travar a construção de novos espaços comerciais naquela zona, que ameaçam 120 espécies de aves – algumas em risco de extinção, como o íbis-preto.

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Em diálogo com a comunidade local, Francisco Guerreiro e André Silva rejeitaram os princípios que atualmente moldam as políticas locais e nacionais e que colocam continuadamente a economia acima da proteção do ambiente.

Visita ao centro RIAS

Já no concelho de Faro, o PAN visitou o jardim da Alameda, “zona altamente afetada pelas podas radicais, denominadas podas de rolagem”.

Os vários elementos do PAN assinaram a petição cidadã que manifesta “o repúdio pelas podas de árvores efetuadas em várias zonas da cidade, ordenadas pela Câmara Municipal de Faro sem qualquer fundamento urbanístico, ambiental ou científico”.

Em Olhão, a comitiva visitou o Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa, constatando o facto de o projeto estar “em risco de perder a sua principal fonte de financiamento”, com o fim das medidas ambientais compensatórias pela ampliação do aeroporto de Faro, que até agora garantiam a subsistência desta ONG.



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