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Paulo Sá critica governo por não cumprir promessa de investimento nos hospitais algarvios

O deputado Paulo Sá (PCP), eleito pelo Algarve, criticou o governo por, até agora, não ter cumprido a promessa de, no triénio 2017/2019, investir 19 milhões de euros nos três hospitais do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

“O PCP rejeita a opção do governo de sacrificar o investimento público, em particular nos hospitais algarvios do Serviço Nacional de Saúde, para atingir o objetivo de redução acelerada do défice orçamental e considera que o governo deve realizar integralmente o investimento prometido para os hospitais de Faro, Portimão e Lagos no triénio 2017-2019. Afinal, não foi o primeiro-ministro que disse que palavra dada é palavra honrada?”, questionou o deputado comunista em requerimento enviado ao Ministério da Saúde.

Paulo Sá recorda que o anterior ministro da Saúde prometeu, em 2016, um investimento de 19.188.343 milhões de euros nos três hospitais algarvios para o triénio 2017/2019, assim distribuídos no tempo: 11.293.197 milhões de euros em 2017; 6.441.313 milhões de euros em 2018; e 1.453.833 milhões de euros em 2019.

Mas em março de 2018, depois de questionado pelo grupo parlamentar do PCP, o governo reconheceu que, em 2017, tinha investido menos de metade do montante anunciado para esse ano.

Confrontado pelo PCP na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro da Saúde “reconheceu o incumprimento da promessa, pediu desculpa aos algarvios e reiterou o compromisso do governo de realizar integralmente o investimento”.

Segundo o PCP, o governo “não passou das palavras aos atos”, o que ficou comprovado na audição recente de Marta Temido, a nova ministra da Saúde, que “furtou-se a uma resposta concreta” depois de ser questionada pelos comunistas sobre a matéria.

Na sequência dessa audição, Paulo Sá dirigiu novo requerimento ao governo, em que pretende saber o investimento executado em 2018 e a verba já investida em 2019 nas três unidades hospitalares, assim como as medidas que serão tomadas para atingir a verba de 19 milhões de euros prometida há três anos.



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