Roberta Espinosa

Festival Pé na Terra anima Fuseta entre quinta-feira e domingo

A vila da Fuseta, em Olhão, volta a acolher, entre quinta-feira e domingo, dias 13 a 16, o Festival Pé na Terra, organizado pela Associação Danças na Terra, que na sua 8.ª edição terá como temática o planeta Vénus, símbolo do amor e da feminilidade.

Para “homenagear, enaltecer e valorizar o trabalho artístico e a expressão no feminino”, os participantes serão convidados a refletir sobre o tema e a apreciar os vários trabalhos de grandes mulheres.

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“Entendido como um estímulo à experimentação de linguagens e processos criativos nos campos da música e da dança, o intercâmbio entre artistas e sociedade de países diversos fomenta a produção, a fruição e a troca cultural, ao mesmo tempo em que amplia a perceção do público sobre a diversidade entre culturas”, refere a organização.

O Festival Pé na Terra tem como objetivo promover visibilidade aos conteúdos culturais dos países lusófonos, criando um intercâmbio entre participantes de diversos países, população local, grupos e artistas de Portugal, África e Brasil, numa interação única e que envolve o público, bastante diversificado e oriundo de muitos países, como da Grécia, Noruega, Rússia, Inglaterra, França, Espanha, Bélgica, Moçambique, Angola, Brasil, entre outros.

Nesta edição, além do palco principal colocado na zona ribeirinha, será instalada uma tenda na praia dos Tesos – a «Tenda Lua Branca» – e haverá algumas novidades, com o Circus Vagabunt, um espaço dedicado às artes circenses, o Espaço Circus, com diversos workshops para todas as idades, “prometendo pôr toda a gente de pés no ar, literalmente”, com oficinas de trapézio e slack-line para adultos.

A construção de uma gigante Pirâmide Humana, com todos os participantes e artistas desta edição, será um dos pontos altos do festival, que, tal como nos anos anteriores, contará com workshops de danças afro-brasileiras, maracatu, capoeira, pandeiro e a novidade frevo, com a cantora, compositora e dançarina Flaira Ferro, que do Recife traz esta dança vigorosa e tradicional do carnaval pernambucano. No sábado, ao final da tarde (19:30), haverá o tradicional e vistoso cortejo de maracatu pelas ruas da Fuseta.

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Pelo palco principal, na quinta-feira irão passar Roberta Espinosa, que junta jazz, ciranda, funk e ijexá no mesmo samba e irá promover o seu mais recente trabalho «Tá Fazendo Falta!», e o Coletivo Negras Aurora, composto por cinco artistas mineiras com o propósito de apresentar composições e destacar a presença e trabalho de mulheres negras na sociedade.

Na sexta-feira, 14, estará em palco o projeto Se O Fado Virasse Samba, que une pontos de convergência entre o fado e o samba, pela voz da portuguesa Teresinha Landeiro e da brasileira Camila Masiso e com a participação especial de Madalena Gomes. Nazaré Pereira também irá passar pelo palco principal para cantar os sons das regiões norte e nordeste do Brasil, marcados pela força do carimbó, aliado a outros ritmos como maracatu, xaxado e baião.

No sábado, o forró de Tati Veras, que ela exprime há mais de 20 anos como líder da consagrada banda Raiz Do Sana, vem este ano ao Pé na Terra mostrar o seu trabalho a solo «Tati a Veras», e a festa continua depois com o projeto Samba Que Elas Querem, um grupo que nasceu de um desejo de protagonizar o sexo feminino no cenário do samba carioca.

Mart'nália

No último dia, domingo, 16, será servida Sopa de Pedra, um grupo de investigação musical composto somente por mulheres que que criam e interpretam à capela, arranjos originais da música popular portuguesa, seguindo-se Mart’nália, que com a sua voz rasgada e suave canta Vinícius de Moraes, amparada nos arranjos de Celso Fonseca em parceria com o saudosíssimo Arthur Maia. O festival encerra com o forró do grupo Nosso Som, fundado em 2018.

Na «Tenda Lua Branca», na praia dos Tesos, a festa prolonga-se pela madrugada.

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O Festival Pé na Terra conta com o apoio da União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta, que ao lançar o repto em 2014 à organização para a mudança de local – da Escola Dr. João Lúcio para a zona ribeirinha – “deu um contributo importante para sua afirmação e crescimento no panorama cultural do Algarve e criou uma envolvência com a população residente na freguesia”, que tem entrada gratuita.



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