CDS-PP preocupado com falta de acesso a medicamentos na região do Algarve

O deputado João Rebelo, cabeça de lista do CDS-PP pelo círculo de Faro às Legislativas de outubro, questionou a ministra da Saúde sobre a alegada falta de acesso a medicamentos no Algarve.

Segundo o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), em 2018, 48,71% dos utentes algarvios não conseguiu ter acesso à medicação prescrita, por indisponibilidade do medicamento na farmácia.

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Destes, 17,61% viram-se obrigados a recorrer a nova consulta para obter nova prescrição; e 4,69% tiveram de interromper o tratamento.

“Se à indisponibilidade de medicamentos nas farmácias, somarmos o facto de que, na região do Algarve já há menos farmácias por habitante do que a média nacional, a nossa preocupação agrava-se bastante no que ao acesso ao medicamento, por parte da população algarvia, diz respeito”, refere o deputado centrista.

Segundo a Associação Nacional das Farmácias (ANF), das 120 farmácias existentes no Algarve (número, como já referido, abaixo da média nacional), seis são postos móveis e 34 estão em risco de encerrar (18 estão com processos de penhora e 16 estão em processo de insolvência).

“O CDS-PP encara estes números com muita preocupação, considerando ser absolutamente necessário e prioritário assegurar à população algarvia um acesso de qualidade à saúde, o que passa também, evidentemente, pela garantia de acesso à medicação”, assinala João Rebelo.

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“Se na região do Algarve o número de farmácias já é abaixo da média nacional; se das farmácias existentes, mais de ¼ estão em risco de encerrar; e se quase 50% da população algarvia não tem acesso à medicação prescrita por indisponibilidade dos medicamentos nas farmácias, o acesso à saúde nesta região está francamente comprometido”, frisa o parlamentar do CDS-PP.

Na pergunta enviada à tutela, João Rebelo questiona a ministra sobre estes números e sobre medidas concretas já tomadas pelo governo para assegurar à população algarvia o acesso ao medicamento e a existência de um “número suficiente” de farmácias na região.

“Está o Governo em condições de garantir que nenhum utente do Algarve terá de voltar a interromper o seu tratamento, por indisponibilidade dos medicamentos?”, pergunta o deputado centrista.



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