Covid-19 atinge Um Milhão de pessoas e faz mais de 51 mil mortos

O planeta já atingiu um milhão de infectados pelo novo coronavírus (Covid-1) e causou 51.354 mortos, enquanto os Estados Unidos registaram a vítima mais jovem até este momento, um bebé de seis semanas.
Enquanto os governos ampliam as ordens de confinamento que já afetam metade do planeta, as agências internacionais alertam de que algumas partes do mundo podem enfrentar escassez de alimentos se as autoridades não conduzirem o momento da crise corretamente.
Todos os órgãos de informação são praticamente unânimes em afirmar que a situação é catastrófica. Desde que o vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, no final do ano passado, segundo uma contagem da Agência France Press baseada em dados oficiais, o número de infetados ultrapassou esta tarde (02 de abril) 1.000.000 de infetados e fez mais de 51.300 mortos. Os cidadãos recuperados são agora pouco mais que 210.000 em todo o mundo.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que há dois dias previa que o número de infetados fosse para além de um milhão não errou absolutamente nada nas previsões.

Estados Unidos atingem 200.000 infetados e mais de 4.600 mortos

A preocupação generalizada está aumentar nos Estados Unidos, país que já contabilizou mais de 200.000 infetados e pelo menos 4.600 mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.
Entre os mortos americanos está um bebê de seis semanas que faleceu em Connecticut.
"É com tristeza que parte meu coração que podemos confirmar hoje a primeira fatalidade pediátrica em Connecticut ligada à Covid-19", disse o governador do estado, Ned Lamont, na sua conta no Twitter.
"Acreditamos que é uma das pessoas mais jovens do mundo" vítima do vírus, acrescentou. A maioria dos portadores do novo coronavírus é idosa e abundam histórias chocantes de idosos encontrados mortos e sozinhos na Espanha ou em Itália, países fortemente afetados pela pandemia.
Mas casos recentes mostram que a doença pode também afetar potencialmente camadas etárias mais jovens. Entre as vítimas fatais que o comprovam está uma criança de 12 anos na Bélgica, uma outra de 13 anos na França e outro da mesma idade na Grã-Bretanha.
O estado americano de Illinois relatou no fim de semana a morte de um bebé de nove meses, aparentemente ligada ao coronavírus.

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Áreas desportivas fechadas em NY - epicentro dos EUA

A cidade de Nova York, enquanto área mais populosa dos Estados Unidos, tornou-se o epicentro da pandemia no país. Camiões refrigerados (e frigoríficos) estão estacionados em frente aos hospitais para cooperarem com a onda de mortes, que já chegou a 1.941 no estado.
O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou o encerramento dos espaços desportivos, bem como de cultura e de recreio da Big Apple e pediu à polícia que seja mais rigorosa na aplicação das regras de distanciamento social.
"Ainda existem muitas situações de alta densidade entre os jovens", disse Cuomo. "Use o espaço aberto num parque. Ande por aí, apanhe sol (...) Sem densidade. Sem jogos de basquete. Sem contato próximo. Sem violar o distanciamento social, ponto final. Essa é a regra", lembrou o governador.

Alemanha proíbe reuniões com mais de 2 pessoas

Por seu turno, a Alemanha estendeu a proibição de reuniões envolvendo mais de duas pessoas, em áreas de exterior, até ao dia 19 de abril. A chanceler Angela Merkel alertou que as famílias não poderão visitar-se entre si durante as celebrações da Páscoa.
"Uma pandemia não reconhece feriados", sublinhou Merkel.
A pandemia também afeta eventos desportivos, como o torneio de ténis de Wimbledon, cancelado pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
Aos poucos, a onda também cresce na América Latina, onde a pandemia já registou mais de 20.000 casos.

Mais sombras do que luzes

O quadro é, no momento, mais cheio de sombras do que de luzes. O número de infecções parece começar a estabilizar na Espanha e em Itália, os países europeus mais atingidos, mas o número diário de mortos ainda é elevado, superior a 800 em ambos os países.
Mais preocupante é a curva que começa a aparecer em França e no Reino Unido, com mais de 500 mortos nas últimas 24 horas, destaca a agência France Press.
As diferentes agências da ONU pediram nesta quarta-feira, em comunicado conjunto, mais solidariedade aos vizinhos mais vulneráveis, para evitar uma tragédia alimentar.
Os países ricos, no entanto, estão pressionados não apenas pelo vendaval sanitário, mas também pela paralisação das suas economias. O "nosso país enfrenta um desafio sem precedentes na sua história", declarou, em tom grave, o presidente dos EUA, Donald Trump.

Um massacre silencioso

Na Itália, os médicos estão preocupados com os pacientes que deixam o hospital quando a sua vida deixa de correr mais risco, embora continuem seres contagiosos. Alguns deles são levados para centros de recuperação e, apesar das medidas de proteção, os especialistas temem um "massacre silencioso" nesses locais.
Enquanto na Itália e em Espanha o pico de infecções deverá estar a ser alcançado, depois de semanas de confinamento, o mesmo não se vislumbra na América do Norte. O governo americano divulgou uma previsão sombria de entre 100 mil e 240 mil mortes naquele país nos próximos meses se as restrições não forem respeitadas.

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Já, na América Latina, onde até ao momento foram registadas mais de 500 mortes, vários países anunciaram a prorrogação das medidas adotadas, como tentativa para evitarem o colapso dos seus sistemas de saúde.
O governo argentino estabeleceu cotas para a repatriação gradual de cidadãos que tentam regressar ao país após o encerramento das fronteiras.

Brasil tem equipamentos de proteção em situação ruptura

Semanas antes do pico esperado do novo coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde está neste momento sem stok de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, para distribuir aos profissionais de saúde.
A pasta da Saúde aguarda o resultado de negociações com fornecedores estrangeiros, onde a expectativa de reposição está agora a aguardar satisfação ainda na noite de hoje, quinta-feira, dia 2.
Esta informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Ministério da Saúde ao Estado/Broadcast.
De salientar que o governo já distribuiu cerca de 40 milhões de itens de proteção pelos Estados. A expectativa é conseguir outros 720 milhões de produtos, designadamente 200 milhões de máscaras, mas ainda não há qualquer resultado das negociações.

O governo fechou esta quinta feira a compra de 15 mil respiradores do tipo “pulmonar microprocessado com capacidade de ventilar pacientes adultos e pediátricos” com uma empresa de Macau, uma compra que terá custado 1,014 biliões de reais (cerca de 240 mil euros).

Sobre o prorrogação do período quarentena no estado de São Paulo, o mais afetado do país, o governador João Doria disse que, por enquanto, a decisão não foi tomada. “Nós avaliamos dia a dia, junto ao Ministério da Saúde. Daremos essa informação no próximo dia 6”.
O governo deverá pronunciar-se também sobre o prolongamento, ou não, da quarentena, até ao dia 7 de abril.


 

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