Redução de emissões de CO2 devido à Covid-19 “não chega” para cumprir Acordo de Paris

O investigador Filipe Duarte Santos considerou ontem que a diminuição das emissões de CO2 causadas pela pandemia de Covid-19 não vai chegar para alcançar as metas do Acordo de Paris.

O professor catedrático foi um dos oradores do Webinar que a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu sobre as «Alterações Climáticas e COVID-19»,

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A iniciativa, que contou com mais de 160 participantes, decorreu no âmbito do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Algarve (PIAAC).

De acordo com Filipe Duarte Santos, as emissões de CO2 diminuíram em cerca de 1600 milhões de toneladas devido à pandemia. O valor representa uma redução de 4%, mas ainda não permite alcançar a meta de 6% ao ano, estipulada no Acordo de Paris.

Segundo os especialistas, há vários fatores que não vão sofrer alterações com a pandemia: desde logo, o enquadramento geológico do Algarve, a subida do nível do mar, o regime previsto de tempestades ou a vulnerabilidade.

Por isso, “é muito importante que continuemos a trabalhar na adaptação às alterações climáticas e mitigação, seguindo as estratégias já delineadas no PIAAC”, frisou Cristina Veiga Pires, professora da Universidade do Algarve. “Mesmo que tenhamos a consciência de que, depois do confinamento ditado pela Covid-19, há coisas que vão mudar, sabemos, por exemplo, que as prioridades e a disponibilidade financeira das instituições serão outras”, acrescentou.

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Uma certeza corroborada por António Miguel Pina, presidente da AMAL. “Dentro de um a dois anos, governantes e a própria sociedade civil terão como principais preocupações as questões socioeconómicas que resultam desta pandemia, mas não podemos baixar os braços e abandonar esta luta por um país mais saudável”, sublinhou.

A AMAL continuará a fazer o seu trabalho no âmbito da execução do PIAAC, pelo que “estão já a avançar os estudos para que se possam implementar algumas medidas no curto prazo”.

O principal foco, prosseguiu o autarca, passa por trabalhar para “minimizar as perdas de água nas redes de distribuição urbanas”, que no Algarve rondam os 30%, até porque a chuva dos últimos dias “apenas dá uma segurança de dois a três meses no combate à seca que a região enfrenta atualmente”.



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