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“O risco de transmissão vai aumentar e exige maior responsabilidade de todos nós” – António Costa

(Foto de Arquivo)

O conselho de ministros aprovou hoje o plano de transição do estado de emergência para o estado de calamidade, face à evolução positiva da pandemia de Covid-19, mas o primeiro-ministro garantiu que dará um passo atrás caso seja necessário.

“Nunca terei vergonha ou qualquer rebuço de dar um passo atrás, se isso for necessário para garantir a segurança dos portugueses e preservar a saúde pública”, garantiu António Costa, em conferência de imprensa.

Afirmando que as “últimas semanas têm parecido uma eternidade”, quase dois meses depois de ter sido diagnosticado o primeiro caso no país (2 de março), o governante salientou que “o esforço de contenção e disciplina dos portugueses” e o “notável trabalho dos profissionais de saúde” permitiram que a pandemia evoluísse de forma positiva.

Destacando a diminuição do risco de contaminação e a tendência decrescente e “consistente” dos casos diagnosticados, dos internados e dos internados nos cuidados intensivos, além do “progressivo aumento” de doentes recuperados, António Costa reforçou que foi possível passar, em dois meses, “de uma fase de crescimento exponencial para uma fase de inversão da tendência”.

“Não quer dizer que a pandemia esteja ultrapassada, que o risco esteja vencido e possamos retomar a normalidade. O risco mantém-se elevado e a pandemia ativa”, afirmou, mas o governo entendeu “que era o momento de descer um degrau no nível de contenção”, passando do estado de emergência para o estado de calamidade.

O plano de desconfinamento será iniciado “de forma gradual, progressiva e com todas as cautelas, dando pequenos passos rumo ao fim das limitações impostas aos portugueses”, com um calendário dividido em três espaços temporais (4 de maio, 18 de maio e 1 de junho).

António Costa sublinhou que as máscaras comunitárias serão de uso obrigatório em espaços como transportes públicos, escolas e locais fechados com elevado número de pessoas, apesar da imposição de regras de distanciamento social.

“A consciência dos riscos depende de cada um adotar as medidas de distanciamento social. À medida que vamos reabrindo atividades, o risco de transmissão vai aumentar. Ninguém tenha ilusões que, com a abertura de lojas, o risco diminui. O risco aumenta e exige maior responsabilidade de todos nós”, frisou.

Antes das segunda e terceira fases do plano de desconfinamento, serão avaliados os efeitos das medidas anteriormente adotadas para se perceber se poderão ser dados os passos seguintes.

Aos portugueses, António Costa pediu “um único dever cívico de recolhimento”, comum a crianças, jovens, pessoas de meia idade, idosos, ou grupos de risco devido a doenças.

“Para estancar a pandemia, é preciso que nos movimentemos o menos possível e que estejamos afastados o mais possível. Não é por o estado de emergência acabar que a emergência sanitária deixou de existir”, concluiu.



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