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Sindicato de Hotelaria do Algarve reuniu com Secretária de Estado do Turismo

Uma delegação do Sindicato da Hotelaria do Algarve, composta pelos dirigentes Tiago Jacinto e Nelson Trindade, esteve reunida esta manhã com a Secretária de Estado do Turismo. A reunião realizou-se na Região de Turismo do Algarve, a convite desta entidade, e serviu para o Governo apresentar as medidas aprovadas para fazer face à crise, tendo o Governo apresentado apenas a nova versão do lay-off como um instrumento de combate ao desemprego.

O Sindicato da Hotelaria do Algarve considera a medida desadequada e desajustada para o objetivo pretendido, pois a enorme subida do desemprego na região comprova isso mesmo. Para o Sindicato, o que é necessário e urgente é a proibição de todos os despedimentos e a reversão dos despedimentos efetuados desde o dia 1 de Março, como forma de proteger o emprego e os salários dos trabalhadores, para garantir a subsistência das suas famílias. Ao mesmo tempo o Sindicato considera que o Governo deve avançar urgentemente para a criação de um Fundo Especial, financiado pelo Orçamento do Estado, para assegurar o pagamento a 100% dos salários aos trabalhadores das empresas que comprovem estar verdadeiramente em dificuldades.

O Sindicato não compreende nem aceita que empresas e grupos económicos que acumularam muitos milhões de euros de lucros nos últimos anos, e que praticamente congelaram os salários, estejam agora, nesta fase mais crítica para os trabalhadores e suas famílias, a despedir e cortar salários, deixando os trabalhadores em graves situações de carência económica, enquanto os lucros das empresas continuam praticamente intactos, ao mesmo tempo que estão a receber rios de dinheiro público através da Segurança Social e beneficiando de isenções relativamente às obrigações contributivas e fiscais.

Entre outras medidas, o Sindicato considera fundamental a manutenção em funcionamento de todas unidades e estabelecimentos turísticos durante a época baixa, a aprovação de uma medida legislativa que estabeleça a obrigatoriedade de um número mínimo de trabalhadores com vínculos efetivos com referência ao número de quartos e a reintrodução da obrigatoriedade da posse de carteira profissional no sector, tendo como objetivo a valorização das carreiras profissionais e a melhoria da qualidade do serviço prestado aos clientes.

Além disso, o sindicato considera também fundamental que o Governo reforce urgentemente o número de inspetores da Autoridade para as Condições do Trabalho e dê orientações claras para que a ACT passe a adotar uma postura coerciva sobre as entidades patronais incumpridoras para se acabar com o clima de impunidade existente no setor.


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