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Arriba junto à Fortaleza de Sagres alvo de estabilização

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai realizar a estabilização de um bloco rochoso afetado por uma falha localizada na arriba contígua ao baluarte poente da Fortaleza de Sagres, em Vila do Bispo, numa intervenção orçada em 137.860,34 euros.

A obra integra se no conjunto de intervenções constantes do Plano de Ação do Litoral XXI, elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente e nas intervenções previstas para a Ponta de Sagres pelo Plano de Ordenamento da Orla Costeira Sines – Burgau.

Distribuição das zonas com geometria desfavorável

“O agravamento da situação, identificado pela Direção Regional de Cultura do Algarve, e o facto de se tratar de monumento com elevada visitação, tornou premente a intervenção”, com duração prevista de três meses, informou a APA.

Esta ação tem enquadramento numa candidatura ao POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no uso de Recursos), no seu Eixo Prioritário 2, com o objetivo de promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos, no qual se inclui a Prioridade de Investimento - «Promoção de investimentos para abordar riscos específicos, assegurar a capacidade de resistência às catástrofes e desenvolver sistemas de gestão de catástrofes».

O promontório de Sagres corresponde a um pontal recortado em rochas muito resistentes (dolomitos do Jurássico), com arribas subverticais mergulhantes e várias formas típicas do modelado cársico.

Conjuntamente com o Cabo de São Vicente e o pontal da Atalaia, insere se na zona de arribas mais resistentes do litoral sul do Algarve, explica a APA.

No entanto, na zona verifica-se a existência de consolas, algares e outras cavidades. Na zona exterior da Fortaleza foi observada uma descontinuidade, com uma orientação aproximada N-S, cujo desenvolvimento parece estar relacionado com uma fenda no baluarte.



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