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Líderes da UE devem desbloquear Orçamento e um fundo de recuperação

Foto: Agência Brasil

Em Bruxelas discute-se o pacote para reanimar a economia

Os líderes da União Europeia (UE) devem desbloquear nesta quinta-feira (10) um pacote de 1,8 trilião de euros para ajudar a reanimar a economia após a pandemia de covid-19. Devem também chegar a um acordo sobre novas e mais ambiciosas metas de redução de emissões de CO² para combater as mudanças climáticas, segundo a notícia da Agência Brasil a que tivemos acesso.

Durante dois dias, os líderes dos 27 países da UE discutirão também as vacinas contra a covid-19, a redefinição das relações com os Estados Unidos e planos de sanções à Turquia por atividades de perfuração em águas contestadas no Mediterrâneo.

O foco, no entanto, segundo a notícia da Agência Brasil, será desbloquear um histórico financiamento conjunto da União Europeia, de 750 biliões de euros, para financiar a recuperação pós-pandemia, e 1,1 trilião de euros, do Orçamento do bloco para 2021-2027, que se concentra na digitalização e no combate às mudanças climáticas.

É condição essencial que exista consenso sobre os recursos bem como um acordo sobre a proposta de que a UE reduza as emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030, em comparação com os níveis de 1990, em vez de 40%, conforme acordado até agora.

"Estou confiante de que podemos chegar a um acordo sobre um pacote comum, para permitir a rápida implementação do quadro financeiro plurianual e do fundo de recuperação", disse o presidente da cúpula, Charles Michel, em carta aos líderes. "Um acordo sobre uma meta maior de redução de emissões de pelo menos 55% até 2030 está ao nosso alcance", acrescentou.

Refira-se que Polónia e Hungria têm bloqueado o pacote financeiro porque o acesso ao dinheiro deve, pela primeira vez, estar associado ao respeito pelo Estado de Direito. Como Varsóvia e Budapeste estão sob investigação da UE por interferências na independência dos tribunais e da mídia, ambos países correm o risco de perderem financiamento do bloco.
Mas a Alemanha, que mantém atualmente a presidência rotativa da UE até ao fim do ano, fechou um acordo com os dois países que lhes permitirá suspender o veto.



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