Proteção Civil alerta para descida da temperatura mínima e pede atenção para as populações mais vulneráveis

A Proteção Civil alertou hoje para a descida da temperatura mínima e aumento da intensidade de vento nos próximos dias, recomendando medidas para evitar o desconforto térmico elevado, nomeadamente entre os grupos mais vulneráveis.

“De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) de 24 a 27 de dezembro prevê-se vento e tempo frio”, salienta a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) sobre a situação meteorológica.

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Está prevista a descida da temperatura mínima em todo o território do continente na quinta-feira, 24, com valores entre -1º C e 10º C e temperatura máxima que varia entre 5º C e 17º C.

Na sexta-feira (25 de dezembro), estão previstos valores mínimos entre -3º C e 9º C e temperatura máxima que varia entre 4º C e 18º C.

O vento será de quadrante leste (25 de dezembro), soprando mais intenso nas terras altas (até 80 km/h), a partir da madrugada.

Existe a possibilidade de formação de neblina ou nevoeiro, assim como de gelo e geada.

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A Proteção Civil alerta para o “desconforto térmico elevado”, devido à descida da temperatura mínima e aumento da intensidade do vento.

Face ao quadro meteorológico previsto, poderão ocorrer os seguintes efeitos: intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras; incêndios em habitações, resultantes da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos; e eventual formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente;

“É necessária especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis - crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo”, assinala a Proteção Civil.

As autoridades recordam que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da “adoção de comportamentos adequados”, recomendando, “em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis”, a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

A nível da proteção individual:

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- Que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura;

- Manter o corpo quente, através do uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;

- A proteção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e calçado quente e antiderrapante;

- A ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor;

- Especial atenção com a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade.

- Acautelar a prática de atividade física no exterior, prestando atenção às condições do piso para evitar quedas;

- Prestar atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas sem abrigo).

A nível da proteção coletiva:

- Especial atenção aos aquecimentos com combustão (ex.: braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte;

- Que se assegure uma adequada ventilação das habitações, quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras;

- Que se evite o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;

- Que se tenha em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adotando uma condução defensiva;

- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.



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