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Dinamarca desenvolve comprovante de vacina em passaporte digital

Ministro das Finanças dinamarquês na conferência de imprensa. Foto: Martin Sylvest / Ritzau via AP

O governo dinamarquês disse hoje  (03) que está unindo forças, com empresas, para desenvolver um passaporte digital que mostre se as pessoas foram vacinadas contra o coronavírus, permitindo que viajem e, simultaneamente, ajudem a diminuir as restrições à vida pública.

O ministro das Finanças, Morten Boedskov, disse numa conferência de imprensa a que a AP Europa teve acesso, que "em três, quatro meses, um passaporte corona digital estará pronto para uso, por exemplo, em viagens de negócios".

É absolutamente crucial para nós sermos capazes de reiniciar a sociedade dinamarquesa para que as empresas possam voltar aos trilhos. Muitas empresas dinamarquesas são empresas globais com o mundo inteiro como mercado”, acrescentou.

Como primeiro passo, antes do final de fevereiro, os cidadãos dinamarqueses poderão ver num site de saúde dinamarquês a confirmação oficial de que foram vacinados.

Será o passaporte extra que você poderá ter em seu celular que documentará que você foi vacinado”, disse Boedskov. “Podemos estar entre os primeiros no mundo a tê-lo e mostrá-lo ao resto do mundo.

O coronavírus sofreu uma interrupção quase total nas viagens internacionais, à medida que os países tentam conter a disseminação do vírus. As principais companhias aéreas europeias, por exemplo, estão a voar apenas um décimo do seu tráfego normal.

A apresentação do governo dinamarquês, segundo a AP Europa, foi feita em conjunto com representantes das principais organizações empresariais, a Confederação das Indústrias Dinamarquesas, que representa as principais empresas da Dinamarca, e a Câmara de Comércio Dinamarquesa.

Sistema totalmente digital para reduzir burocracias

A Dinamarca, assim como os países vizinhos nórdicos e bálticos, nos últimos anos mudou para um sistema totalmente digital para reduzir a burocracia com plataformas online que suportam autenticação eletrónica e assinaturas digitais para permitir comunicações sem papel em ambos os setores, público e privado.

A Comissão Europeia, entretanto, tem ponderado propostas para emitir certificados de vacinação para ajudar a levar os viajantes aos seus destinos de férias mais rapidamente e evitar outro verão desastroso para o setor do turismo europeu. Mas o braço executivo da UE disse que, por enquanto, esses certificados seriam usados ​​apenas para fins médicos, por exemplo, para monitorar os possíveis efeitos adversos das vacinas.

Alguns passaportes digitais semelhantes estão a ser desenvolvidos para ajudar os viajantes a mostrar com segurança que cumpriram os requisitos de teste Covid-19. Um, chamado CommonPass, diz que também pode rastrear vacinações.

Recordemo-nos que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) exortou a União Europeia a apoiar a iniciativa do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, que propôs um certificado europeu de vacinação contra a covid-19, para vacinados viajarem livremente na Europa.

Na terça-feira, a Estónia disse que permitirá que os passageiros que cheguem ao país com um comprovante de vacinação Covid-19 evitem a quarentena.

O país báltico disse que o certificado deve atender a certos critérios, incluindo informação a dizer quando a vacina foi feita, qual vacina foi usada, o emissor da vacina e o número do lote da vacina. O certificado deve ser em estoniano, russo ou inglês.

O governo dinamarquês disse que vai decidir mais tarde se o passaporte digital deve ser usado para outros fins que não viagens, no sentido de ajudar a reabrir a vida pública.



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