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Von der Leyen reconhece que CE foi “demasiado otimista” com as vacinas

A presidente da CE, Ursula von der Leyen. EFE / JOHANNA GERON

A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula Von der Leyen, reconheceu hoje que Bruxelas foi "demasiado otimista" a respeito da quantidade de vacinas que as farmacêuticas podiam entregar aos 27 estados-membros.

"Fomos demasiado otimistas quanto à capacidade de produção e talvez estivéssemos demasiado seguros de que o que tínhamos encomendado e pago nos seria entregue a tempo", disse Von der Leyen num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre a estratégia de vacinação da UE.

"Globalmente subestimamos as dificuldades da produção em massa", acrescentou, segundo veicula na sua notícia a agência EFE.

As observações da presidente da CE surgem após o anúncio da AstraZeneca de que apenas irá distribuir 40 milhões de doses no primeiro trimestre - metade do que foi anunciado - e depois de contratempos com o número de vacinas da Pfizer-BioNTech, já retificados.

Segundo Von der Leyen, desde o início do ano foram distribuídas 26 milhões de doses na União Europeia (UE) e mais de 17 milhões de pessoas foram vacinadas, embora tenha assegurado que "ainda temos muito trabalho a fazer para atingir o nosso objetivo" de vacinar 70% da população até ao final do verão.

No entanto, de acordo com a agência EFE, a presidente da CE defendeu a estratégia de ter vacinado em nome dos países da UE:

"foi o correto (…) que nós, como europeus e europeias, tivéssemos encomendado conjuntamente as vacinas e que demonstrássemos solidariedade".

E garantiu que "teria sido o fim da nossa comunidade" se "os maiores estados-membros tivessem garantido a sua distribuição de vacinas e deixado os outros em dificuldades".

A presidente do Executivo comunitário europeu explicou que "um dos problemas está relacionado com apenas 2 moléculas sintéticas" e que "se tivéssemos apenas mais 250 gramas destas moléculas poderíamos produzir mais 1 milhão de vacinas", de acordo com as informações transmitidas pelas empresas farmacêuticas a Bruxelas.



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