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Gana é primeiro país a receber vacinas do sistema Covax

Foto: Ag. Brasil

Anúncio feito em comunicado conjunto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Gana deve receber hoje o primeiro lote de vacinas contra o SARS CoV-2, ao nível mundial, financiado pelo Covax, organismo liderado pela Organização Mundial da Saúde, que visa fornecer imunizantes aos países mais desfavorecidos.

"Gana deve receber 600 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford, fabricada pelo Instituto Serum, da Índia. Essas vacinas foram expedidas pelo Unicef, de Mumbai para Acra, e fazem parte do primeiro lote de imunizantes contra o covid-19 destinados a vários países" mais desfavorecidos, diz o comunicado a que a agência Brasil teve acesso.

"Essa entrega representa o início do que se espera vir a ser o maior fornecimento e distribuição de vacinas da história", acrescenta o documento.

"O dispositivo Covax prevê fornecer cerca de 2 biliões de vacinas contra a Covid durante este ano. Trata-se de um esforço mundial sem precedentes para garantir a todos os cidadãos o acesso às vacinas", reiteram os dois organismos.

Gana, país da África Ocidental, de acordo com a notícia da Agência Brasil, registou 582 mortos e contabiliza 80.759 contágios pelo novo coronavírus, apesar dos especialistas alertarem para números superiores devido à baixa realização de testes médicos.

O comunicado informa que os trabalhadores que se encontram "na primeira linha" da luta contra a Covid-19 vão ser os primeiros a serem vacinados no Gana.

O Covax tem como meta fornecer este ano vacinas contra o SARS CoV-2 a 20% da população de 200 países e territórios, que estão incluídos no mecanismo por meio de um sistema de financiamento que permite a 92 economias de baixo ou médio rendimento acesso ao composto.

Segundo a Agência Brasil, o sistema foi iniciado para tentar evitar que os países mais ricos monopolizem as vacinas que ainda são fabricadas em doses muito reduzidas ao nível mundial.

O sistema Covax foi fundado pela OMS, pela Vacine Alliance (Gavi), um organismo suíço de capital misto, e pelo Cepi, a coligação para a inovação e preparação de epidemias, com sede em Oslo, na Noruega.

Os acordos que foram firmados com os fabricantes prevêem a aquisição de 2 biliões de doses no corrente ano (2021) e a possibilidade da compra de 1 bilião de vacinas adicionais.

O lote inicial incluiu 1 bilião e 100 mil  vacinas do Instituto Serum, da Índia, que produz vacinas AstraZeneca e Novavax.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, disse na segunda-feira (22) que alguns países ricos estão a "minar" o sistema Covax ao abordarem diretamente os fabricantes com a intenção de obterem mais doses, denunciou o responsável.



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